Dilma: tucano era “blindado”

Candidata Dilma Rousseff (PT) disse que Aécio Neves (PSDB) “não está acostumado a receber críticas”

iG Minas Gerais |

Comemoração. No Dia dos Professores, Dilma Rousseff (PT) recebeu o apoio de milhares de educadores em ato ontem, em São Paulo
Ichiro Guerra/Divulgação
Comemoração. No Dia dos Professores, Dilma Rousseff (PT) recebeu o apoio de milhares de educadores em ato ontem, em São Paulo

BRASÍLIA. A presidente e candidata à reeleição, Dilma Rousseff (PT), rebateu críticas de que teria subido muito o tom contra o adversário Aécio Neves (PSDB) no debate da Band nessa terça, afirmando que o tucano se incomoda com críticas porque não está acostumado.  

“O candidato não está acostumado a receber críticas porque ele tinha uma certa blindagem quando foi governador de Minas”, atacou a petista. Ela repetiu dados que expôs no debate, como o fato de o governo de Minas ter assinado um termo de ajustamento de gestão para poder fazer investimentos abaixo do mínimo constitucional em saúde e educação e, assim, ter deixado de aplicar “R$ 7,6 bilhões e R$ 8 bilhões nessas áreas”, respectivamente, nas palavras de Dilma.

A petista também lembrou o caso da construção pelo Estado de um aeroporto na cidade de Cláudio, no terreno de um tio do então governador, e o acusou de ter empregado parentes na administração estadual. “Não é correto ele achar que ele pode falar tudo e nós não podemos falar nada. Tem aí um componente, eu acredito, um tanto... talvez o candidato tenha sido protegido a vida inteira. Talvez seja isso”, disse Dilma.

Apesar da crítica, a presidente também disse não gostar do tom do tucano nas discussões. “Eu não gosto do tom que ele fala. Acho que, em alguns momentos, não é correto. Agora, entre isso e dizer que nós ficamos contando mentiras, eu quero que o candidato prove onde estão”, afirmou.

Fator previdenciário. Durante gravação de um vídeo para seu programa de TV com sindicalistas, Dilma disse aos trabalhadores que pretende criar uma mesa de negociação tripartite – com trabalhadores, governo e empresários – para voltar a debater o fim do fator previdenciário, mas preferiu não se comprometer em acabar com o mecanismo.

“Eu não vou enganar vocês porque estou em campanha, não vou dizer que vou acabar com o fator previdenciário, mas vou retomar o processo de debate como fizemos no governo Lula”, disse, segundo relato do secretário geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, o Juruna.

O vídeo, a ser inserido no programa eleitoral de Dilma, mostrará uma espécie de sabatina de sindicalistas com a presidente. De acordo com o presidente da central UGT, Ricardo Patah, que também participou da gravação, Dilma afirmou que seria “demagogia” prometer o fim do fator previdenciário.

Avaliação

Previsão. Para o presidente da CUT, Vagner Freitas, o encontro com Dilma “cumpriu o seu objetivo”. As gravações vão ao ar no programa eleitoral da presidente ainda nesta semana.

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