Levy Fidelix com os tucanos

Criticado por comunidade LGBT, candidato derrotado disse que polêmica foi “ponto fora da curva”

iG Minas Gerais |

Adesões. Em ato político com milhares de pessoas, ontem, em São Paulo, Aécio Neves recebeu apoios de evangélicos e de prefeitos
Marcos Fernandes / Coligacao Mud
Adesões. Em ato político com milhares de pessoas, ontem, em São Paulo, Aécio Neves recebeu apoios de evangélicos e de prefeitos

São Paulo. O candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, recebeu nesta quarta apoios à campanha. Ao falar Broadcast Político, serviço de informações em tempo real da Agência Estado, o candidato presidencial derrotado Levy Fidelix (PRTB) confirmou adesão do PRTB à campanha tucana.  

Por meio de uma mensagem em seu perfil pessoal do Facebook, uma das aliadas mais próximas a Marina Silva (PSB), a socióloga e herdeira do Banco Itaú, Maria Alice Setubal, a Neca, também declarou apoio e voto em Aécio Neves no segundo turno.

Levy Fidelix participou de evento de campanha do tucano, em São Paulo. Questionado sobre se a polêmica em que se envolveu ao fazer declarações consideradas homofóbicas pela comunidade LGBT, em debates do primeiro turno, poderia prejudicar a relação de apoio com PSDB, Levy disse que não. “Não fui candidato de uma pauta só. Eu discuti a redução de impostos, a questão dos juros bancários. Essa história (de atrito com a comunidade LGBT) foi um ponto fora da curva, um acidente de percurso”, afirmou.

Levy disse que Aécio representa a “mudança de verdade” e que, por isso, tem recebido apoio de forças distintas. Ele citou o adversário no primeiro turno Eduardo Jorge (PV), que também declarou apoio ao tucano, e que tem ideias opostas às suas em várias áreas. “Estamos em um projeto que agora busca convergência de pontos comuns”.

No evento com milhares de pessoas em um clube na zona norte de São Paulo, entre prefeitos e quadros tucanos, além de outros partidos que já se aliaram a Aécio no segundo turno, quadros do PSB paulista também estavam no palco. O prefeito de Campinas, Jonas Donizette, e o vice na chapa de Alckmin, Márcio França também participaram do ato político ao lado do vice de Aécio na chapa, Aloysio Nunes, o governador reeleito em São Paulo, Geraldo Alckmin, e o senador eleito no Estado, José Serra.

Ao anunciar seu apoio a Aécio, Neca Setubal explicou que a decisão tem como base princípios programáticos comuns às propostas das duas campanhas, reiterados no documento “Juntos pela Democracia, pela Inclusão Social e pelo Desenvolvimento Sustentável”. “É por esse motivo que apoio e que votarei em Aécio Neves”, escreveu a socióloga.

Nesta quarta, a maior parte dos comentários na postagem de Neca apoiava a decisão da socióloga. Havia, porém, algumas ponderações que pregavam o voto nulo e outras que criticavam a postura.

Ataques

Do PT. Neca foi alvo de ataques do PT e da presidente Dilma no primeiro turno. Uma das propagandas mostrava que a herdeira do Itaú Unibanco pagou 83% dos custos de um instituto de Marina.

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