Ajuste se deve a obra, diz secretaria

Prefeitura atribui intervenção a adutora; como O TEMPO mostrou, elevado tem rachaduras

iG Minas Gerais | ALINE DINIZ / TÂMARA TEIXEIRA |

Previsão. Liberação de tráfego no viaduto Montese, na avenida Pedro I, está prevista para fim do mês
Alex de Jesus - 10.10.2014
Previsão. Liberação de tráfego no viaduto Montese, na avenida Pedro I, está prevista para fim do mês

A obra de remanejamento da adutora da Companhia de Saneamento de Minas (Copasa) na cabeceira do viaduto Montese, na avenida Pedro I, na região de Venda Nova, na capital, foi o que motivou o ajuste na estrutura do elevado. A informação foi dada nesta quarta pelo secretário municipal de Obras e Infraestrutura, José Lauro Terror, um dia após O TEMPO publicar reportagem sobre as intervenções, realizadas às vésperas da liberação para o tráfego, prevista para o fim deste mês.

“Estamos fazendo ajustes no encabeçamento (entrada do viaduto) em função da adutora da Copasa e da compactação do terreno, mas não há riscos”, afirmou Terror. Segundo o secretário, os “ajustes” são “triviais” e já estavam previstos. “É o acabamento final do viaduto”, concluiu o secretário. Engenheiros especialistas em estruturas ouvidos pela reportagem, porém, acreditam que a intervenção na parede que dá acesso ao Montese, chamada de “tirante” – implantação de peças de aço para estabilizar a estrutura –, está sendo feita devido a erro de projeto ou de execução, possivelmente identificado após o elevado apresentar rachaduras e deslocamento da base. O secretário afirmou que a intervenção só foi feita agora porque a prefeitura aguardava o fim da verificação das obras do corredor da avenida Pedro I, que começou após a queda do viaduto Batalha dos Guararapes, vizinho do Montese, em julho.

Histórico Intervenções. É a segunda intervenção da prefeitura no viaduto. A primeira foi em fevereiro, quando o viaduto apresentou deslocamento lateral de 30 cm. Segundo a Consol, que fez o projeto, as ações não eram previstas.

Capital vai ter 1.300 novos abrigos de ônibus A Prefeitura de Belo Horizonte lança nesta quinta edital de licitação para instalação de 1.300 novos abrigos de ônibus e 200 marcos de pontos. A previsão é os equipamentos, que vão se somar aos 2.300 já existentes, comecem a ser instalados em até um ano e ofereçam informações também em braile. O contrato, por meio de outorga onerosa, não prevê custos ao município. O concessionário irá instalar e manter os equipamentos, que terão exploração publicitária, e terá que pagar ao Executivo um valor inicial para explorar o serviço, além de quantia mensal. Os valores ainda não divulgados. Até o fim desta semana, será publicado, nos mesmos moldes, edital para instalação de 200 relógios digitais, com informações de hora, clima e utilidade pública.

Critérios Escolha. Um dos critérios para seleção do concessionário que irá instalar os novos abrigos de ônibus será o nível de tecnologia. Quem propuser, por exemplo, rede wi fi e tomadas para carregar terá mais pontos, explica o presidente da Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte, Ramon Victor Cesar. Local. Os novos abrigos serão distribuídos pela cidade, com prioridade para a região Centro-Sul. Os equipamentos serão instalados onde não há nenhum e poderão substituir os danificados.

Custo Previsão. O empreendedor deve investir R$ 57 milhões ao longo dos 25 anos de concessão. As mudanças não irão interferir na tarifa, segundo a Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte.

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