Livres em 65 m²

Casal mostra que é possível abrir mão de espaço e viver bem

iG Minas Gerais | Sandy Keenan |

Para o sul. Janelões de vidro dão vista para o quintal, além de facilitar a iluminação natural
Aaron Leitz/The New York Time
Para o sul. Janelões de vidro dão vista para o quintal, além de facilitar a iluminação natural
No início de seu casamento, Lily Copenagle e Jamie Kennel começaram a planejar sua vida juntos, criando projetos para a casa e fazendo listas de itens indispensáveis em blocos e guardanapos de papel. A ideia era simples: eles iam projetar uma casa que fosse grande o suficiente para os dois, mas pequena o suficiente para ser fácil de manter e, ao mesmo tempo, sustentável. Isso lhes daria mais tempo e recursos para atividades intelectuais e recreativas. Ter menos e viver mais. Parece chavão, mas tornou-se a filosofia de vida do casal.   “Nunca gostei de móveis, de limpeza nem de cuidar de coisas que realmente não precisamos”, explica Lily, 40. Kennel, 38, o marido, resume: “Há muito mais liberdade pessoal quando se escolhe um imóvel menor”.    Ele queria um lugar que não tivesse os quartos apertados e batentes baixos das casas mais antigas onde haviam morado, para não precisar se lembrar de abaixar a cabeça toda vez que tivesse que passar por uma porta. Já Lily queria um espaço pequeno o suficiente para aspirar em cinco minutos, ao alcance do cabo do aspirador ligado em uma única tomada, para não ter que ligá-lo e desligá-lo várias vezes.   E nem pensar em escadas, porque a Sirena, um de seus amados cães de resgate, tem 14 anos e está muito fraca, e também porque eles sabem que por mais jovens e ágeis que sejam agora, um dia eles podem chegar a estar na mesma situação que ela.   Após se mudarem para um bairro na zona norte da cidade, eles compraram uma velha casa dos anos 1950 em um terreno comprido por US$ 190 mil, e a demoliram, doaram e reciclaram qualquer coisa reutilizável. Tudo o que jogaram fora encheu só uma caçamba.   Os vizinhos ficaram preocupados com o que poderia surgir no lugar daquela antiga casa: uma mansão, vários townhouses ou alguma esquisitice entre os bangalôs modestos do local. Ninguém imaginava que o casal construiria uma pequena casinha arrumada de um pouco mais de 65 metros quadrados (65,4 exatamente) com um telhado abobadado verde, plantado com flora nativa e um ar amistoso dos anos 1960.   The New York Times

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