Ninja H2R turbo

Kawasaki de pista com 300 cv foi apresentada na Alemanha; sua derivada a Ninja H2 terá motor amansado e menos cv

iG Minas Gerais |

 Ninja HR2 de competição
Kawasaki/divulgação
Ninja HR2 de competição

A moto conceito (ou protótipo) de pista Ninja HR2 de 300 cv, de motorização com turbo charger, foi apresentada no salão de moto da Alemanha, no início do mês. A Kawasaki já anunciou a apresentação no salão da Itália, em novembro, de sua versão de rua, a Ninja H2, evidentemente amansada. Naqueles dias, o suspense do lançamento impedia soltar mais informações as quais já estão liberadas (não todas, claro) e já se sabe que a versão em série terá apenas 240 cv e modificações e diminuições nas asas (aerofólios) para poder receber homologação oficial e ser emplacada. Mesmo assim, com 240 cv, a Ninja H2 turbo será a mais potente moto de 1000 cv da atualidade. A versão de pista Ninja H2R tem carenagem especial com asas sobre o guidão (20 cm mais ou menos) e não usa retrovisor. Porém, o que chama a atenção é o motor alimentado com auxilio de uma turbina que eleva a potência enormemente, disparando a Ninja tão a frente dos concorrentes em velocidade e em tecnologia, que fará uma revolução nos motores de moto de 2015 em diante. Motor turbinado A turbina em moto não é novidade. Mas, antes, com a tecnologia avançando, as características e o tamanho dos motores fizeram abandonar esse artifício de aumento de potência, pois, na época, era dispendioso e pouco durável. No momento é diferente e novos materiais como a cerâmica em uso na construção de motores abrem portas para novas tentativas, o que parece ser o êxito da Kawasaki nessa Ninja H2R. A fabricante anuncia que utilizou tecnologia de motores de aviação para se chegar ao motor H2R (nome vindo de uma moto de turbina com 750 cc dos anos 80). A Kawasaki vem soltando informações a conta-gotas da nova Ninja H2 (sem o R de competição) de rua com 240 cv e sem os aerofólios laterais, que seriam como lâminas nas ruas, acrescentado retrovisores, escapes, setas e suporte de placas para o emplacamento. Mas a carenagem de rua, certamente, receberá resquícios vantajosos da experiência aerodinâmica da moto de pista – quem sabe uma asinha embutida etc. Resta-nos, esperar as notícias do salão da Itália.

240 cv É a potência da Ninja H2 de rua, que está anunciada para apresentação no salão da Itália em novembro

MOTONOTÍCIAS * Amanhã, às 20h acontece o Passeio Motociclístico em Prol da Água em BH, evento que faz parte da programação da Semana da Água na capital. Concentração na praça da Liberdade e motopasseio até a praça dos Motociclistas, na avenida Contorno. A promoção é da Secretaria do Meio Ambiente da PBH. Faça parte desse evento e ajude a divulgar a consciência da preservação da água e de todo ambiente natural do planeta. Traga seu MC com suas bandeiras ou venha com seus amigos. Um bom divertimento com ação ambiental e você vai estar na moda. * A Yamaha fez 40 anos de Brasil comemorados no dia 10 outubro. Em 1974, em Guarulhos (SP), era lançada a primeira moto nacional, a RD 50. Naquela época uma tremenda máquina. As motos eram todas de dois tempos: RS 125, RX 180, TT 125 e as DTs 180. Depois apareceram as de quatro tempos XT 500, 600 importadas e a XT 600E e, em 2000, a primeira 125 de quatro tempos da marca no Brasil, a YBR 125, e vindo até hoje com motos pequenas, médias e grandes, saindo de sua linha de montagem brasileira. Uma trajetória marcante da Yamaha para muitos brasileiros. * Mercado de motos em queda. A crise está se mostrando de mansinho. Desde 2008 ela vem fazendo baixas no mercado de motos novas. A retração nas vendas fez muitas concessionárias fecharem. Só a Honda não perdeu e, ainda, aumentou sua rede. A título de informação: BH já foi sede para cinco lojas da marca Suzuki, quatro da Yamaha, duas da Sundown, uma da Hao Bao, uma da Traxx, duas da Kasinski, uma da Garinni, uma da Amazonas ME, uma da Green, uma da Iros, uma da MVK e mais duas que a memória não lembra. * Hoje, das pequenas cilindradas, são seis lojas da Honda, três da Yamaha, duas da Suzuki e só (não registrando as BMW, Triumph e Ducati). Quem comprou Traxx , Garinni, Amazonas, Kasinski etc., está sem local de reposição de peças e de serviços. Esse é apenas um lado da crise que, sorrateira, está carcomendo nossa economia. O setor de moto nova está se mostrando o mais sensível. Que venha um novo tempo mais venturoso, amém. * Motoboys vão receber o tão esperado adicional de periculosidade de 30% sobre o salário. O Ministério do Trabalho regulamentou o adicional através da Portaria nº 1.565, de 13 e outubro de 2014. Algumas empresas já estavam pagando o benefício, mas a obrigação é somente a partir desse mês. * Adicional II. Num primeiro momento todos esperavam receber imediatamente, já que a lei 12.997/14, preconizada que entrava em vigor no ato da publicação. Foi uma frustração só e desencontro de informações incluindo do Sindimoto, o qual informava que deveria ser pago agora ou depois com juros etc. Não era isso. Havia necessidade de regulamentação, que ocorreu agora determinando a parte prática: o motoboy vai receber o adicional que faz uma ”meia justiça”, pois eleva o mísero salário da categoria a nível perto do que deveria ser o valor base. Mas falta união pra isso.

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