Em time vencedor é melhor não mexer

“NCIS”, “CSI” e “Criminal Minds”, juntas, somam 34 temporadas no ar

iG Minas Gerais | Isis Mota |

Esquisitões. Emily Wickersham e Sean Murray fazem investigadores cheios de manias em “NCIS”
Sonja Flemming
Esquisitões. Emily Wickersham e Sean Murray fazem investigadores cheios de manias em “NCIS”

A glamurização das coisas é especialidade da televisão. Agentes que, na vida real, passam muito mais tempo escrevendo relatórios e preenchendo formulários, são mostrados nas séries se aventurando por lugares exóticos caçando criminosos superinteligentes. Seus cabelos estão sempre no lugar, suas roupas só têm suor quando é para dar um tom mais sensual, seus computadores e celulares trazem qualquer resposta em dois cliques, e a gente mal sabe que muitas das tecnologias que eles usam nem sequer existem.

Ainda assim, eles nos seduzem com uma receita que dá certo: histórias bem amarradinhas, com começo, meio e fim. Cada episódio acaba em si mesmo, então se o espectador perde um ou outro, o conjunto da obra continua inabalado. As equipes de investigadores sempre têm um líder firme, um nerd mais nerd que todos os outros juntos, uma mulher bonita – que também é inteligente e competente –, um toque ocasional de humor e ironia, e um casinho ou outro de amor entre colegas.

Essa fórmula batida continua estabelecendo recordes de audiência. “NCIS”, “Criminal Minds” e “CSI”, que voltam ao canal AXN com novas temporadas nesta semana, estão aí para provar. Juntas, as três têm 34 temporadas completas exibidas. “NCIS”, o drama militar da CBS, nunca ganhou um prêmio Emmy. Seu elenco, liderado pelo galã dos anos 80 Mark Harmon, raramente aparece nos sites de fofoca. Dificilmente é dos mais comentados nas redes sociais. Mas é a galinha dos ovos de ouro, um dos mais populares e lucrativos programas da TV.

Efeito “NCIS”. O drama militar está dando sua segunda cria. A primeira, nascida em 2009, foi “NCIS; Los Angeles”, em que os engomadinhos de Washington dão lugar a surfistas e marombados sob o sol da Califórnia. Agora, “NCIS: New Orleans” confirma que a série se tornou uma franquia quase indestrutível para a CBS. Comercialmente, ainda tem um apelo a mais: o espectador médio tem 58,7 anos de idade, uma faixa etária que passa mais tempo em frente à TV, e tende a ser mais fiel. Não é a toa que está no ar há 12 anos, e deve continuar por outro tanto.

Estrela nova. As personagens femininas não marcam território em “Criminal Minds”. Atrizes já saíram, voltaram, saíram de novo, enquanto a maioria dos atores permanece a mesma, e a série continua firme. Agora, na estreia desta 10ª temporada, a mocinha da vez será a chatíssima Jennifer Love Hewitt, que ficou anos na pele da médium protagonista de “Ghost Whisperer” e depois não deu muito certo com “The Client List”. Ela substitui Jeanne Tripplehorn, cuja personagem simplesmente foi embora. Vamos ver se agora ela está mais “pé quente”, ou se sua agente especial vai morrer logo em algum episódio traumático.

Campeã

Prêmio. Em 2013, “NCIS” tornou-se a mais popular do mundo, com 57,6 milhões de espectadores em 66 países. Em 2014, ganhou o International Television Audience Award como série de maior audiência mundial.

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