Debate de presidenciáveis começa com embate sobre a Saúde em Minas

Evento organizado e transmitido pela Rede Bandeirantes de Televisão revela o embate de propostas e planos de governo de Dilma Rousseff (PT) e de Aécio Neves (PSDB).

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Primeiro debate do segundo turno da eleição presidencial, o evento organizado e transmitido pela Rede Bandeirantes de Televisão, na noite desta terça-feira (14), revela o embate de propostas e planos de governo de Dilma Rousseff (PT), que disputa pela reeleição, e do ex-governador de Minas Aécio Neves (PSDB).

O cenário preparado pela emissora se mostra permissivo ao embate, já que as bancas de cada candidato se encontram de frente. No primeiro bloco, Dilma e Aécio iniciaram fazendo resoluções, de no máximo 2 minutos, sobre suas propostas e plano de governo. ,

A petista começou falando sobre os feitos dos governos Lula e de seu primeiro mandato, como o lançamento de um 'novo ciclo de desenvolvimento' e o combate à pobreza. Dilma também refletiu sobre os investimentos na educação e na luta pela 'igualdade de oportunidades'.

Seguindo o discurso da atual presidente, Aécio enfatizou o lema de que sua candidatura representa uma 'mudança', além de fazer críticas ao modelo econômico adotado pelos petistas. Ele, que reconheceu feitos no início da gestão Lula, tornou a focar em números e a criticar o governo dos últimos anos, o qual classificou como 'ineficiente e sem credibilidade'.

Após as resoluções, o debate foi para a fase de embate direto, com cada candidato podendo fazer seis perguntas. O primeiro conflito aconteceu na área da Saúde.

Dilma iniciou questionando sobre a atuação legislativa da atual oposição, liderada pelo PSDB, nas votações sobre Sáude. Ela interrogou sobre atos inconstitucionais, a CPMF e a proposta de Aécio sobre o programa 'Mais Médicos'. Em resposta, o tucano a chamou de 'desinformada' e afirmou que todas as contas de sua gestão em Minas foram aprovadas pelo TCU.

Na réplica, Dilma cutucou o tucano afirmando que a campanha de Aécio se assemelha a de um candidato 'de situação', já que diversas propostas são pela continuidade de programas já estabelecidos. Ela continuou focada na Saúde e nos gastos públicos na área.

Em seguida, o debate se tornou uma reprodução de acusações contra ambas as campanhas. Enquanto Aécio afirmava que os programas de televisão da petista 'mentiam descaradamente', Dilma se defendia que os tucanos colocavam 'um enorme número de mentiras'. Nenhuma proposta foi discutida.

Dilma, assim como nos programas eleitorais, voltou a atacar o ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga.

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