Quadrilha especializada em furtos em comércios é desmantelada

Grupo ainda confessou ter sido responsável por distribuir cerca de R$ 1 mil cédulas falsas em lojas da cidade de Rio Manso

iG Minas Gerais | CAMILA KIFER |

O aplicativo WhatsApp ajudou a polícia a chegar até integrantes de uma quadrilha especializada em roubos à lojas de municípios da região Central de Minas. A prisão de três adultos e a apreensão de uma adolescente, de 16 anos, nesta terça-feira (14), só foi possível por meio da interação de logistas, que fazem parte da Rede de Comércios Protegidos, integrada à Polícia Militar (PM), e que se comunicação pelo grupo do aplicativo.

Conforme informações do sub tenente Getúlio Queiroga, lotado no 8º Batalhão da 7ª Cia da PM, conversas na internet, entre comerciantes e polícia, apontam que o grupo agia sempre da mesma maneira. Nesta terça, duas mulheres e dois homens entraram em uma loja de roupas na cidade de Bonfim. As mulheres distraíram a vendedora, enquanto os homens escondiam roupas embaixo das blusas e dentro das causas. A ação foi flagrada por outra funcionária que observava a câmera de monitoramento do local.

Após esconder várias peças de roupas, os homens saíram do comércio. As mulheres esperaram alguns minutos e deixaram o local em seguida. Por meio do WhatsApp, a polícia ficou sabendo do furto. Testemunhas, ainda, relataram que o quarteto fugiu pela BR-381, sendo interceptados em Igarapé.

"Após a prisão dos suspeitos. As fotos deles começaram a circular no grupo. Assim, dois comerciantes da cidade de Rio Manso informaram à polícia que, também, foram vítimas da  quadrilha nesta terça-feira. Segundo eles, os criminosos haviam deixado em cada loja um montante com notas falsas, que serviriam para pagar o que teriam "comprado". Cerca de R$ 1 mil ", explicou.

Após a prisão, o quarteto confessou o crime e explicou que estavam fugindo em direção a casa em que moram na cidade de Betim. Os criminosos não informaram se eles mesmos fabricavam as notas. Além de responder por furto, os maiores irão responder, também, por crime contra a união.

"Eles não quiseram falar porque são muito bem instruídos. Todos, inclusive, a adolescente, já têm passagem pela polícia e sabem bem os seus direitos", encerrou o sub tenente.

A adolescente foi encaminhada para o Centro Integrado de Atendimento ao Adolescente Autor de Ato Infracional de Belo Horizonte. Já os maiores foram encaminhados para à sede da Polícia Federal (PF) na capital mineira.    

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