Morador de Esmeraldas reclama falta d'água e de respostas da Copasa

Conforme denúncia, registro de reclamações na empresa são apenas praxe, sem qualquer resolução; moradores ainda tiveram que pagar R$ 25 por serviço extra de motorista de caminhão-pipa; empresa vai checar denúncia

iG Minas Gerais | Gustavo Lameira |

Moradores de Esmeraldas, na região metropolitana de Belo Horizonte, ainda sofrem com a falta de água, principalmente os dos bairros situados na parte alta da cidade. Conforme a denúncia do consultor de vendas Gustavo Dutra, o abastecimento segue de forma irregular desde que se mudou para o local, há cerca de um mês.

Em sua primeira denúncia ao Jornal O Tempo, no último dia 6, a comunidade já havia feito diversas reclamações à Copasa, "mas a empresa só checa os protocolos e dá baixa. Eles não resolvem o problema", reclama. A água chega às torneiras do bairro somente no final da noite, a partir das 22h. E quem tem família grande sofre mais. "Uma vizinha minha tem cinco filhos e ficou uns seis dias sem água. Ela teve que deixar de ir ao trabalho para poder ficar com as crianças", acrescentou.

Em nota à nossa primeira reportagem a empresa respondeu que o problema da falta d'água estaria relacionado às quedas na tensão no sistema de energia elétrica das bombas que abastecem o bairro Pousada do Lago. A Copasa também teria garantido o fornecimento de água aos moradores por meio de caminhões-pipa, até que o problema com as bombas fosse resolvido.

Copasa 

No entanto, Gustavo afirma que o caminhão-pipa visitou o bairro apenas no dia 4, quando moradores puderam encher caixas d'água, tambores e vasilhames em geral. O denunciante ainda informa que pelo menos seis pessoas pagaram R$ 25, a título de compensação, para o motorista, que fazia uma jornada extra, depois de seu horário normal de trabalho. "A ajuda foi pedida pelo líder comunitário do bairro, para dar uma força para o funcionário", disse Gustavo.

De acordo com um funcionário da Copasa de Esmeraldas, o atendimento aos bairros Pousada do Lago, Dunaville e Residencial Caio Martins é feito por apenas um caminhão-pipa. No entanto, ele não soube informar se o serviço é feito diariamente, pelo excesso de demanda. Mas confirma que a água só chega às torneiras no fim do dia.

Ainda segundo a Copasa, parte desses bairros não contam com água encanada e dependem dos poços artesianos e bombas para que a água chegue às partes mais altas. Vários poços foram perfurados na região, mas nenhum deles deu vazão de água, informou o funcionário.

Sobre o caminhão-pipa, a empresa disse que o mesmo esteve no local durante todo o dia 4, mas desconhece a denúncia de cobrança. A Copasa afirma que, caso o caminhão seja da empresa, não há autorização ou razão para a cobrança de qualquer contribuição. Caso o caminhão citado pela denúncia seja particular, de qualquer forma o motorista deverá prestar informações sobre a origem da água.

Empresa vai checar denúncia.

Leia tudo sobre: Esmeraldas