"Governo não é corretor de empresas de telefonia", diz ministro

Paulo Bernardo afirmou nesta terça-feira (14) que o governo não atua como "corretor" no processo de consolidação em curso no setor de telecomunicações no país

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, durante audiência
Wilson Dias/ABr
Ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, durante audiência

O ministro das comunicações, Paulo Bernardo, afirmou nesta terça-feira (14) que o governo não atua como "corretor" no processo de consolidação em curso no setor de telecomunicações no país.

"O governo não é corretor de empresas de telefonia. Não estamos propondo que ninguém venda nem compre. Se acontecer, nós achamos que é natural. Um banco comprar outro é natural, uma empresa de automóveis comprar outra também é. Por que não pode acontecer no setor de telecomunicações?", disse o ministro, afastando questionamentos de que o governo pretende favorecer transações.

Sobre a compra da GVT pela Telefonica, o ministro citou que talvez haja alguma exigência por parte do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), mas que há estimativas de que não haverá dificuldades na aprovação do negócio pelo órgão.

"No caso da GVT Telefonica eu não vejo grandes dificuldades. E a notícia que eu tenho é que o pessoal do Cade, numa avaliação preliminar, acha que dá para passar." Também não deve haver gargalos na Anatel, segundo ele. "Também não envolve espectro porque a GVT não tem espectro de radiodifusão. Não vai ter dificuldade na Anatel."

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