Jô some junto com seus gols

Atleta deverá se reunir hoje com a diretoria do Galo para definir seu futuro no clube

iG Minas Gerais | Thiago Prata |

Em baixa. 
Atacante Jô marcou seu último gol no dia 10 de abril, contra o Zamora, da Venezuela, pela Copa Libertadores
Bruno Cantini
Em baixa. Atacante Jô marcou seu último gol no dia 10 de abril, contra o Zamora, da Venezuela, pela Copa Libertadores

Não faltaram dificuldades para o Atlético em 2014. Foram tantas que o time colecionou fracassos no primeiro semestre, como a perda do Mineiro e uma eliminação precoce na Libertadores. Mas, como uma fênix, o Galo ressurgiu das cinzas. Voando baixo, sob a tutela de Levir Culpi, é o melhor time do segundo turno do Brasileirão, integra o G-4 e vai com moral para o duelo decisivo com o Corinthians, na quarta-feira, no Mineirão, valendo vaga na semifinal da Copa do Brasil. É uma pena que um atacante que tantas alegrias deu à Massa não esteja mais focado.

Um dos personagens mais importantes na épica conquista da Copa Libertadores de 2013, Jô pode estar de saída da equipe por causa de atos de indisciplina. Uma reunião entre a diretoria e o atleta está marcada para hoje. Assim como aconteceu em agosto, o camisa 7 faltou a treinos na sexta-feira e no sábado passados, ficou de fora do jogo contra o São Paulo, no domingo, e também não apareceu para a atividade de ontem. Os motivos não foram revelados por Jô, mas o jornal carioca “Extra” publicou matéria e foto do atleta em uma balada na madrugada do último domingo no Rio de Janeiro.

Nesse mesmo dia, à tarde, o Atlético venceu a difícil partida contra o tricolor paulista por 1 a 0. Antes do embate, vários torcedores exigiam da diretoria a rescisão do contrato do atacante. Até o técnico Levir Culpi, que em agosto deixou claro o apoio a Jô, que vivia problemas particulares, lavou as mãos, deixando o caso para a cúpula alvinegra.

“O que sei é que o Jô realmente está com problemas particulares. Ele fez o contato com o Maluf, e pediu para ter uma conversa e resolver a situação dele. Não sei em que sentido. É o que chegou até nós. Maluf e diretoria vão ter de resolver esse problema. A gente não sabe exatamente o que aconteceu”, afirmou o treinador.

Escassez. A situação se agrava também pelo péssimo momento vivido pelo atleta dentro de campo. Desde 10 de abril, o centroavante não balança as redes. Pelo Atlético, passou em branco em 22 partidas, além de outras cinco pela seleção brasileira. Contabilizando o tempo em que esteve no gramado, já são 1.967 minutos sem anotar um tento sequer, um martírio para um jogador cujo maior ofício é balançar as redes.

O novo ato de indisciplina pode culminar na rescisão de contrato do atleta. Há rumores de que ele estaria forçando sua saída, mas existe a possibilidade de um novo perdão da diretoria. Enquanto isso, o Atlético busca de seus objetivos no ano, com ou sem Jô.

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