Hong Kong remove barricadas para enfraquecer protestos

Os policiais se espalharam pelas ruas nas primeiras horas da manhã e removeram barricadas erguidas durante a madrugada desta terça-feira (14)

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

A polícia de Hong Kong retirou mais barricadas das zonas de protesto em favor da democracia nesta terça-feira (14). A remoção das barreiras, que há duas semanas travam ruas importantes do centro financeiro da cidade, demonstra uma crescente impaciência das autoridades locais com os ativistas.

Em uma aparente estratégia para enfraquecer as três principais áreas onde os manifestantes estão acampados, os policiais se espalharam pelas ruas nas primeiras horas da manhã e removeram barricadas erguidas durante a madrugada. Os agentes utilizaram serras elétricas e alicates para demolir andaimes de bambu construídos após uma multidão de homens mascarados terem atacado algumas das barricadas na segunda-feira (13).

"Estou me sentindo um pouco perdido. Não há diálogo com o governo e a verdade é que estamos afetando a vida das pessoas. Mas não podemos sair daqui sem resultados", afirmou o universitário de 21 anos, Mark Li, sentado diante de uma linha de policiais. Li e seus amigos disseram não ter medo de uma repressão violenta, mas que estavam cansados das táticas para enfraquecer o movimento.

Antes do amanhecer, quando o número de manifestantes nas ruas atinge um mínimo, a polícia também removeu barricadas de metal de outro acampamento de protesto, em uma rua próxima à área comercial de Causeway Bay, e liberou uma faixa para o tráfego de veículos.

Segundo o porta-voz da polícia, Steve Hui, os agentes continuarão a retirar as barreiras montadas pelos manifestantes.

Ao diminuir gradualmente as áreas de protesto pelas extremidades e agir durante o início da manhã, a polícia parece tentar evitar o confronto direto com os manifestantes, que teve efeitos negativos há duas semanas, quando os protestos começaram.

Os integrantes do protesto lutam para garantir as primeiras eleições diretas em Hong Kong, previstas para 2017. Eles também exigem a saída do líder local do território semiautônomo, Leung Chun-ying, que é apoiado por Pequim e impopular na região.

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