Crivella afirma ser alvo de ‘campanha apelativa’ de Pezão

Segundo turno no Rio ganha um tom mais ácido

iG Minas Gerais |

Reclamação. Marcelo Crivella disse que é vítima de ‘campanha apelativa e baixa’ neste segundo turno
JOSé LUCENA/ESTADÃO CONTEÚDO
Reclamação. Marcelo Crivella disse que é vítima de ‘campanha apelativa e baixa’ neste segundo turno

Rio de Janeiro. O candidato ao governo do Rio de Janeiro Marcelo Crivella (PRB) esteve ontem na Central do Brasil, estação de trens metropolitanos fluminense. Na ocasião, ele criticou as declarações de seu oponente, Luiz Fernando Pezão (PMDB), e do ex-governador Sérgio Cabral, que vinculam sua imagem à Igreja Universal do Reino de Deus.

Incomodado com as constantes propagandas e comentários de seus rivais na disputa pelo Executivo fluminense, Crivella disse que é vítima de uma “campanha apelativa e baixa” e que a relação da política com religião não é importante, mas sim a da política com a corrupção.

Crivella comentou ainda a nova inserção da campanha de Pezão: um vídeo em que um candidato do PRB aparece em um púlpito de igreja dizendo que havia passado um cheque sem fundo e, ao pedir ajuda do tio Edir Macedo, diz ter sido orientado a “pescar o peixe”, que a “moeda viria na boca”.

O senador argumentou que o pronunciamento foi tirado de contexto e afirmou ainda que usava figura de linguagem ao dizer que passou um cheque sem fundo. “Na verdade, são textos fora do contexto por conta do desespero do meu adversário. O que Cristo disse a Pedro quando Pedro precisou de dinheiro para pagar os impostos foi que lançasse a rede ao mar, lançasse o anzol e pescasse o peixe, que ali estaria a moeda na boca”, argumentou o Crivella, que disse ainda, sobre a afirmativa de ter lançado um cheque sem fundo: “foi uma figura de linguagem”.

Em tom ácido, o candidato do PRB criticou a falta de coerência de seus oponentes. “Grande avanço não teve, não. Quando o governador sai para beber com empreiteiro lá em Paris, aí não há tropa que aguente, não há avanço na segurança. Os avanços na verdade foram espasmos. Nós vamos reestabelecer as UPPs. Elas foram feitas sem planejamento, por conta da ambição eleitoral, aí se colocou UPP em todo canto”, afirmou o candidato.

NA GARGANTA. Por diversas vezes, o candidato lançou mão do microfone e de uma caixa de som para pedir votos aos passageiros da Central e para citar o jantar em Paris com empresários em que o então secretário da Saúde de Sérgio Cabral, Sergio Cortez, apareceu com guardanapos na cabeça ao lado do ex-dono da Delta, Fernando Cavendish, e outros secretários. As imagens foram divulgadas em 2012 pelo deputado federal Anthony Garotinho (PR).

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