Brasil e Japão jogam em estádio novo de R$ 3,4 bi

Seleção faz amistoso hoje em arena recém-inaugurada em Cingapura; gramado é problema

iG Minas Gerais |

Titulares. Lateral Filipe Luís divide a bola com o atacante Diego Tardelli, no treino no estádio ontem
Rafael Ribeiro
Titulares. Lateral Filipe Luís divide a bola com o atacante Diego Tardelli, no treino no estádio ontem

Singapura. O técnico Dunga não pretende fazer alterações na seleção brasileira para o amistoso contra o Japão, hoje, às 7h45 (horário de Brasília), em Singapura. A não ser que haja algum desfalque por problemas físicos, ele vai repetir o time que entrou em campo no sábado, quando o Brasil derrotou a Argentina por 2 a 0. A partida de hoje será no Estádio Nacional de Singapura, inaugurado em junho, com capacidade para 55 mil pessoas, e que custou R$ 3,4 bilhões. A arena traz luxos como sua cobertura, que abre e fecha em 20 minutos, sendo o maior teto retrátil do mundo. Além disso, cada assento é refrigerado por 12 l de ar por segundo. 

No entanto, o que preocupa o técnico da seleção brasileira é o gramado do estádio. “Tem mais areia do que grama. Uma parte tem grama sintética, há pouca grama natural e muita areia. Teremos dificuldade para controlar a bola e usar velocidade no jogo”, antecipou Dunga ontem após o único treino de reconhecimento no local da partida. “O campo não é dos melhores, mas estamos aqui para fazer o melhor que podemos. Em campo bom ou ruim, temos que jogar. Prejudica muito, mas não podemos escolher, ninguém pergunta nada pra gente. Faz parte”, completou Neymar.

Durante a coletiva de imprensa pós-treino, Dunga justificou por que deve manter hoje o time inicial que venceu a Argentina. “Se o jogador entra e joga bem, tem que dar confiança. Se ficar trocando toda hora, você não tem uma coisa nem outra. Durante o jogo a gente vai fazendo as mudanças, dependendo do desgaste, e dando oportunidade a outros jogadores”, analisou Dunga.

David Luiz. A única dúvida no Brasil é o zagueiro David Luiz, o único ausente no treino da seleção ontem, no Estádio Nacional de Singapura. Ele sentiu a coxa direita no fim do jogo contra a Argentina. Nesta segunda-feira, Dunga fechou a primeira parte do treino, quando ensaiou jogadas de bola parada, e só liberou a entrada da imprensa no fim. O treinador afirmou que pretende usar todas as seis substituições a que tem direito durante o jogo. “A intenção é fazer todas as substituições, principalmente porque nós fizemos uma viagem longa até a China, onde tivemos um jogo muito intenso, em condições de poluição, então vamos dar oportunidade a novos jogadores”, disse.

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