Pan aprova aporte de R$ 1,5 bi da para sair do vermelho

Dinheiro será colocado pelos dois principais sócios: Caixa Econômica Federal e BTG Pactual, que devem entrar com pelo menos R$ 600 milhões cada, além dos acionistas minoritários

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

O Banco Pan (antigo PanAmericano), que fez parte do grupo do empresário Silvio Santos até 2010, terá um aporte de recursos de R$ 1,5 bilhão com a venda de novas ações. O objetivo é ampliar a capacidade de empréstimos e torná-lo mais rentável.

O dinheiro será colocado pelos dois principais sócios: Caixa Econômica Federal e BTG Pactual, que devem entrar com pelo menos R$ 600 milhões cada, além dos acionistas minoritários. O BTG e a Caixa têm 40,35% cada.

Os recursos permitirão ao banco ampliar sua presença no crédito imobiliário. O banco entrou no segmento em 2011 com a compra da financeira BFRE (Brazilian Finance & Real Estate).

A emissão de novas ações fará o banco também atender às regras da BM&F Bovespa, que pedem que pelo menos 25% das ações fiquem no mercado. Desde 2010, quando o BTG Pactual entrou no comando, o banco deixou de atender esse requisito.

Socorro

Essa é a segunda injeção de recursos no banco que pertencia ao apresentador Silvio Santos e que foi vendido após a descoberta, no final de 2010, de um rombo contábil de R$ 4,3 bilhões.

O Pan teve prejuízos nos últimos dois anos de R$ 603,9 milhões (2012) e de R$ 229 milhões (2013).

O banco sustenta a receita gerada com os empréstimos com a venda das carteiras para outras instituições. Esse negócio fez aumentar os custos e reduzir as margens de lucro, mesmo com o crescimento da carteira de R$ 400 milhões para R$ 1,2 bilhão.

Com a nova injeção de recursos, os sócios terão investido cerca de R$ 4,5 bilhões no Pan, praticamente o mesmo valor do rombo contábil descoberto pelo Banco Central na instituição, em 2010.

Quando o escândalo veio a público, a Caixa já era acionista. O banco estatal comprou 36% do capital por R$ 739 milhões, em 2009.

Em outubro de 2010, uma apuração do Banco Central apontou que o rombo era de R$ 2,5 bilhões. O fgc (Fundo Garantidor de Créditos) fechou um socorro nesse valor, mas uma auditoria verificou, no final de 2010, que o rombo era maior. Foi naquele momento que o apresentador Silvio Santos decidiu vender o controle para o BTG Pactual. O banco de André Esteves assumiu as dívidas e desembolsou R$ 450 milhões, em janeiro de 2011.

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