Contra à adesão a Aécio, ex-ministro de Lula perde comando do PSB

Partido confirma que Roberto Amaral não está mais no comando da sigla; troca de comando foi tomada por aclamação em reunião realizada no Hotel Nacional, na região central de Brasília

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

O PSB oficializou na tarde desta segunda-feira (13) a troca de seu comando, confirmando a saída do ex-ministro Roberto Amaral da presidência da sigla.

Contrário ao apoio ao tucano Aécio Neves no 2º turno das eleições --decisão tomada pela Executiva da sigla na última quinta-feira (16) por 21 votos a 7--, Amaral será substituído pelo então primeiro-secretário do PSB, Carlos Siqueira.

A troca de comando foi tomada por aclamação em reunião realizada no Hotel Nacional, na região central de Brasília. Amaral não compareceu. A ex-prefeita Luiza Erundina, outra das insatisfeitas com a decisão do PSB, também se ausentou.

O PSB entrou na disputa eleitoral deste ano com a candidatura de Eduardo Campos. Após a morte do ex-governador de Pernambuco em um acidente aéreo em 13 de agosto, a sua então vice, Marina Silva, assumiu a cabeça de chapa, mas chegou em terceiro lugar.

Tanto ela quanto o PSB aderiram então a Aécio, mas houve críticas de integrantes da legenda, que até 2013 era uma das principais aliadas do PT.

Amaral pretendia permanecer no comando da legenda, mas perdeu poder após ser derrotado na definição sobre qual rumo a sigla deveria tomar no segundo turno. Próximo ao PT, ele defendia a neutralidade.

Após constatar que não seria reeleito para o cargo, divulgou um duro texto em que acusa seus correligionários de terem traído os ideais do PSB, além de afirmar que a legenda está migrando para Aécio de olho na participação em eventual governo.

Entre os que lideraram o apoio a Aécio estão o vice-governador eleito de São Paulo, Márcio França, o então vice de Marina, Beto Albuquerque (RS), e a seção pernambucana da sigla. Assumirá a primeira-vice presidência o governador eleito de Pernambuco, Paulo Câmara, cuja candidatura no Estado foi escolha pessoal de Campos.

Carlos Siqueira era bem próximo de Eduardo Campos, mas se recusou a continuar na coordenação da campanha presidencial após a morte do amigo. Ele se desentendeu com Marina na ocasião, mas, segundo aliados, se reconciliou com ela na semana passada.

A permanência de Marina no PSB segue indefinida. Muito possivelmente ela deverá deixar a sigla quando conseguir montar o seu próprio partido, a Rede Sustentabilidade.

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