Os fenômenos de mediunidade de carismáticos católicos e pentecostais

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Os fenômenos com os grupos de carismáticos católicos e dos pentecostais protestantes e evangélicos incomodam os seus líderes religiosos mais esclarecidos. É que, com razão, eles desconfiam que são fenômenos mediúnicos! Entre eles há médiuns ostensivos ou especiais. E a mediunidade não escolhe religião. Entre os fenômenos que ocorrem com os citados grupos, há o de glossolalia e o de xenoglossia. O primeiro consiste em o indivíduo ser dominado por uma grande emoção provocada por uma forte crença em estar num contato com Deus, que, no caso, eles chamam de “Espírito Santo”. As pessoas ficam eufóricas, dançam, choram, dão risadas, gritam e o mais comum: ficam fazendo murmúrios ou soltando frases espontâneas. E eles creem, como já dissemos, que se trata da manifestação do próprio Deus ou Espírito Santo. E os que são médiuns podem incorporar ou imantar espíritos e até ser lançados ao chão, conforme seja o espírito manifestante. Muitas pessoas caem no chão na hora da missa, e acreditava-se que seria por fraqueza, mas hoje se sabe que, muitas vezes, é porque recebem um espírito. O segundo fenômeno é o de xenoglossia, que consiste em o indivíduo falar realmente uma língua estrangeira. Aliás, pode ser um espírito que fala por meio de um médium que, antigamente, era chamado de profeta e vidente, como se lê em 1 Samuel 9: 9 (Para saber mais: “Xenoglossia”, de Ian Stevenson, diretor do Departamento de Psiquiatria da Universidade de Virgínia, EUA, Ed. Vida & Consciência, SP, 2012). E também para Paulo existe o dom de xenoglossia ou de falar realmente línguas estrangeiras: “Eu quisera que vós todos falásseis em outras línguas; muito mais, porém, que profetizásseis, pois quem profetiza é superior ao que fala em outras línguas, salvo se as interpretar para que a Igreja receba edificação” (1 Coríntios 14: 5). Não se trata, pois, de glossolalia (murmúrio ou blá-blá-blá sem nenhum sentido), mas de xenoglossia ou de falar de fato uma língua estrangeira e até já morta, sem conhecimento dela e até mesmo desconhecida de todos os presentes. Também em Pentecostes (Atos capítulo 2), os apóstolos falaram realmente línguas estrangeiras, que foram entendidas pelos respectivos estrangeiros presentes e que as conheciam. Os defensores do dogma do Espírito Santo, como acontece com outras passagens bíblicas envolvendo espíritos, creem que é o Espírito Santo que se manifestou falando línguas estrangeiras por meio dos apóstolos, o que, porém, não resiste a uma análise mais séria e criteriosa. Foram vários espíritos que se manifestaram em Pentecostes falando nas línguas de suas nações. Inclusive, a favor disso, houve como que várias línguas de fogo, quando se sabe que é muito comum espíritos se manifestarem em forma de fogo. Ademais, pela Bíblia, não pelo dogma, que respeitamos, o Espírito Santo é como se fosse um substantivo coletivo, que designa o conjunto dos espíritos (Daniel 13: 45 da Bíblia católica, pois Lutero tirou os capítulos 13 e 14 da Bíblia protestante). Alguns dos presentes, zombando, diziam que os apóstolos estavam embriagados, na verdade estavam em transe mediúnico ou em êxtase segundo a Igreja. Como ficou claro, não devemos confundir xenoglossia com glossolalia! (A próxima coluna esclarecerá mais esse assunto). Recomendo o livro “Evangelho Fácil – Entendendo o Evangelho com poucos minutos de leitura”, de Luis Hu Rivas, Boa Nova Editora, Catanduva (SP), 2014.

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