Carga alta dificulta divulgação

O diretor executivo da Associação Gaúcha de Vinicultores (Agavi), Darci Dani, ressalta outra desvantagem que atrapalha a competitividade

iG Minas Gerais | Queila Ariadne |

O sommelier da Enoteca Decanter, Nelton Fagundes, explica que, diante de preços muito parecidos entre vinhos nacionais e importados, fica muito difícil convencer o consumidor a escolher a bebida produzida no Brasil. “Temos vinhos mineiros excelentes, na faixa de R$ 70. Mas como eles não possuem a tradição de um vinho italiano ou francês, por exemplo, e custam mais caro, é muito complicado”, destaca.  

Sem citar marcas, o gerente de negócios do Super Nosso, Cláudio Manuel, afirma que os vinhos do Chile e da Argentina chegam a custar de 20% a 30% mais baratos. “Temos um brasileiro que custa R$ 29,90 e temos um chileno equivalente por R$ 19,90”, afirma. Segundo ele, hoje cerca de 80% das gôndolas da rede Super Nosso são compostas por importados. “Já foi até maior, mas o consumo dos nacionais está crescendo cerca de 10% ao ano”, destaca.

O diretor executivo da Associação Gaúcha de Vinicultores (Agavi), Darci Dani, ressalta outra desvantagem que atrapalha a competitividade. “No Chile e em países da Europa, o vinho não é considerado uma bebida alcoólica, mas sim um alimento. Com isso, recebe uma taxação bem menor”, afirma Dani. 

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