Um Verdi em grande forma

iG Minas Gerais | Bárbara França |

Paulo Lacerda/divulgação
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Ao lado de “A Flauta Mágica”, “La Traviata”, “Carmen” e “La Bohème”, “Rigoletto” de Verdi ocupa lugar de destaque no Olimpo das óperas mais populares de todos os tempos. O maestro Marcelo Ramos, da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, chega a considerá-la a obra mais importante de todo o repertório do compositor italiano.

Esse, sozinho, já era motivo suficiente para a realização da nova montagem que estreia temporada em Belo Horizonte a partir do dia 18, no Palácio das Artes (com um aperitivo neste domingo, 12, às 10h, no Parque Municipal, dentro da programação do projeto Concertos no Parque). Mas o fato é que o público da capital não se encontra com o clássico há 30 anos – a última versão de Rigoletto aqui apresentada foi em 1984 – e a vontade de apresentá-lo a uma nova geração foi um grande estímulo. “A última vez que a ópera foi encenada eu tinha 12 anos! Então, queríamos dar a essa geração mais jovem de BH, que gosta muito de ópera e lota os teatros, a oportunidade de assistir esse título”, comenta Ramos, o diretor musical da obra.

Enredo

“Rigoletto”, que estreou em Veneza no final do século XIX, é uma história de vilões. Protagonizada pelo aristocrata Duque de Mântua, pelo corcunda e bobo da corte Rigoletto e por sua filha Gilda, a ópera sem final feliz explora as corrupções políticas e morais de seus personagens e o resultado amargo de suas transgressões. De enredo forte, a obra foi uma das mais censuradas de seu tempo e continua a impressionar pela atualidade.

“A questão sexual é muito presente, há um clima lascivo entre bailarinos, afinal estamos falando também de uma orgia, além de todo o crime, violação e corrupção presentes”, conta André Heller-Lopes, o diretor cênico, que buscou no teatro urbano da Paris de era vitoriana, moralista e pervertida, e no Brasil do século retrasado, as inspirações para a montagem.

Por falar em dimensões, Rigoletto conta com solistas oriundos de diversas partes do país e do mundo, como o italiano Devid Cecconi, no papel de Rigoletto. Para a apresentação deste domingo (12), estarão presentes os solistas convidados, como as sopranos Lina Mendes e Danielle Rocha, interpretando 11 canções que integram os três atos da obra de Verdi.

Rigoletto Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro). Direção e regência: Marcelo Ramos. Direção cênica: André Heller-Lopes. Dias 18, 21, 25 e 29, às 21h; e 19 e 26,às 19h. R$ 90 (inteira) e R$ 50 (preço promocional para os etores K, L, M e N da plateia superior)

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