Técnica mais barata para detectar câncer é apresentada no Rio Partículas achadas na Terra provariam vida extraterrestre

Smartphone recebe informação sobre o tipo de doença que foi identificadaDescoberta se deu após lançamento de um balão durante chuva de meteoros

iG Minas Gerais | Da redação |

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Rio de Janeiro. Em uma palestra de 11 minutos, Jorge Soto, um engenheiro eletrônico do México, explicou como pretende revolucionar o diagnóstico de câncer no mundo. Ele faz parte de uma equipe de cientistas e pesquisadores que desenvolveu um novo método para diagnosticar com antecedência a doença, a partir do rastreamento de uma classe de moléculas associadas a diferentes tipos de câncer e conhecidas como microRNAs.

“O diagnóstico do câncer atualmente é caro e de difícil acesso. Nosso objetivo foi encontrar uma forma mais simples e barata de detectar a doença”, disse Soto ontem, durante sua apresentação no TED Global, no auditório instalado na Praia de Copacabana, na zona Sul do Rio de Janeiro.

Funcionamento. A partir de uma amostra de sangue, o equipamento desenvolvido por Soto e seus colegas detecta a presença dos microRNAs. Uma reação química faz com que o microRNA seja identificado por uma cor fluorescente, explicou Soto.

O equipamento onde a amostra de sangue é inserida lembra o formato de uma cafeteira e nele há espaço para conectar um smartphone.

Após 60 minutos, tempo de duração da análise, a imagem com a presença (ou não) dos microRNAs é enviada para o celular conectado ao equipamento.

Se a doença for confirmada, o smartphone recebe também uma informação sobre o tipo de câncer constado no organismo do paciente.

Palestras. A série de palestras do TED Global na manhã de ontem incluiu ainda o depoimento da astrônoma Wendy Freedman, que falou sobre a construção do supertelescópio GMT (Giant Magellan Telescope) com alcance muito superior aos equipamentos atuais.

Flash

Encontro. As conferências do TED Global foram divididas em 12 categorias para apresentar novos conceitos sobre diferentes problemáticas globais.

Pesquisadores da Universidade de Sheffield e do Centro de Astrobiologia da Universidade de Buckingham, ambos no Reino Unido, afirmam que partículas descobertas na estratosfera da Terra são a tão esperada prova de vida extraterrestre. Os cientistas afirmam que suas descobertas explicam as origens da humanidade e revelam que a vida na Terra veio originalmente do espaço, segundo o jornal “Independent”.

O professor Milton Wainwright e sua equipe fizeram a descoberta após o lançamento de um balão na estratosfera durante a chuva de meteoros Perseidas, no ano passado. O balão foi lançado a uma altitude de 27 km na atmosfera e equipado com lâminas estéreis projetadas para capturar organismos biológicos minúsculos.

Durante a viagem, uma das lâminas capturou um organismo, com tamanho em torno 10 microns, que Wainwright diz ser uma estrutura “coloquialmente chamada de ‘a partícula de dragão’, a qual a análise científica mostra que é feita de carbono e oxigênio e, portanto, não é um pedaço de poeira cósmica ou vulcânica”.

Em entrevista ao “Daily Express”, Wainwright explicou que não estava claro se o organismo era uma forma única de vida ou se era composta de uma série de micróbios menores. Ele também disse categoricamente que a entidade biológica não é similar a “qualquer coisa encontrada na Terra”.

“O surpreendente é que esses organismos originais aparecem na amostragem em uma condição absolutamente intocada”, disse. “Não há pólen, grama ou partículas de poluição encontrados com eles, ou ainda solo ou poeira vulcânica. Isso, mais o fato de que alguns dos materiais biológicos colhidos pela equipe produzem crateras de impacto quando atingem as amostras, confirma a sua origem no espaço”.

No entanto as declarações do professor Milton Wainwright têm atraído críticas da comunidade científica. Um astrobiólogo disse ao site Space.com que Wainwright precisaria mostrar que o organismo foi composto todo por aminoácidos D em vez de aminoácidos L, ou seja, algum tipo de prova de que os resquícios não continham a mesma bioquímica de objetos terrestres.

Além disso, o “Journal of Cosmology”, em que o artigo com a suposta revelação bombástica foi revelado, teve sua reputação questionada por mais de uma vez por outros membros da comunidade científica.

Flash

Russos. Há poucas semanas, cientistas russos afirmaram ter descoberto vestígios de vida marinha do lado de fora da Estação Espacial.

Onde fica

A estratosfera ocupa uma faixa que vai do fim da troposfera (12 km de altura) até 50 km acima do solo. As temperaturas variam de –5°C a –70°C. Na estratosfera localiza-se a camada de ozônio.

Curiosidade

Apostando no turismo espacial nos EUA, a start-up World View Enterprises propõe transportar seis passageiros e dois pilotos em uma cápsula erguida por um balão de gás hélio a 30 km de altitude, ou seja, até a estratosfera. Os tripulantes poderão “admirar a curvatura da Terra, a escuridão do espaço e a luminosidade das estrelas” (ilustração ao lado).

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