Suspeita de ebola não é motivo para pânico, diz infectologista

O presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia diz que o momento é propício para avaliar a eficiência dos procedimentos adotados até agora

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

BRASIL - EBOLA - CASCAVEL - PR
Suspeito de ebola no Brasil, Bah Souleymane , foi tranferido de Cascavel (PR) para Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas , no Rio de Janeiro (RJ)

Foto: Vanderlei Faria / SECOM Cascavel PR - 10/10/2014
BRASIL - EBOLA - CASCAVEL - PR Suspeito de ebola no Brasil, Bah Souleymane , foi tranferido de Cascavel (PR) para Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas , no Rio de Janeiro (RJ) Foto: Vanderlei Faria / SECOM Cascavel PR - 10/10/2014

O presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia, Érico Antônio Gomes de Arruda, diz que a suspeita de um caso de ebola no Brasil não é motivo para pânico, e que o momento é propício para avaliar a eficiência dos procedimentos adotados até agora.

"Entendemos que é um momento importante, de preocupação nacional, mas sequer temos o caso confirmado", afirma. "E mesmo que tivéssemos, ainda não houve caso de transmissão na América do Sul", diz.

O paciente Souleymane Bah, de 47 anos, foi transferido para o Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, no Rio, na madrugada desta sexta-feira (10). O resultado de um exame de sangue, que apontará se há ou não a infecção pelo vírus, será divulgado em até 24 horas. Por conta de ter sentido febre e por ter vindo da Guiné (um dos países mais afetados pelo ebola), o caso de Bah foi classificado como suspeito.

Segundo Arruda, a falta de informações e de tratamentos para o ebola faz com que o combate ao vírus seja um desafio mundial. "Temos um plano de contingência que vem sendo atualizado na medida em que alguns detalhes são esclarecidos, e é nele que nós temos que nos apoiar". O plano prevê uma série de medidas de acordo com um nível de emergência. Em agosto, o Ministério da Saúde decretou o nível dois, de uma escala que vai de zero a três.

"Na crise a gente aprende. Certamente nós teremos uma avaliação de como funcionaram as estratégias, de bloquear a unidade hospitalar que atendeu o paciente com suspeita da doença, mandar a equipe do Ministério da Saúde num avião, trazer um paciente em cuidados especiais e a segurança com a equipe, entre outros fatores", afirma Arruda.

"Na melhor das hipóteses, fizemos um treinamento que vai mostrar as nossas falhas e no que nós acertamos", disse. Ainda segundo ele, como o contágio do ebola se dá apenas mediante o contato com pessoas infectadas, precauções como evitar viagens ou aglomerações não são necessárias.

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