Bandidos tentam roubar carro com criança dentro no Cidade Industrial

Mãe se preparava para tirar filha do banco traseiro quando foi abordada por dois homens; no último mês, um estudante foi assassinado durante uma tentativa de roubo na mesma via

iG Minas Gerais | CAROLINA CAETANO |

Trabalhadores, estudantes e moradores reclamam da falta de segurança e da criminalidade na rua Tom Jobim
ERWIN OLIVEIR
Trabalhadores, estudantes e moradores reclamam da falta de segurança e da criminalidade na rua Tom Jobim

Mais um crime, na manhã desta sexta-feira (10), assustou moradores e funcionários de empresas do bairro Cidade Industrial, em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte. Desta vez, dois homens tentaram roubar um carro, que tinha uma criança dentro.

De acordo com relatos de testemunhas, a dona do veículo estacionou da rua Tom Jobim. No momento em que ela ia tirar a filha de aparentemente 3 anos da cadeirinha, que estava no banco traseiro, foi abordada por dois homens. Eles disseram que estavam armados e pediram o carro. Porém, antes que a mãe pudesse retirar a filha, os criminosos entraram no automóvel, e o bandido que sentou no banco do motorista tentou arrancar.

No entanto, o homem não conseguiu engatar a ré. Outros motoristas que presenciaram o crime começaram a buzinar e, como medo, os assaltantes fugiram a pé. Por sorte, mãe e filha não ficaram feridas.

O crime foi presenciado por uma repórter do jornal O TEMPO. Para a profissional, a avó da criança, que estava fora do carro no momento da tentativa de roubo, contou que ela e a filha estavam levando a menor para uma consulta em um hospital do bairro. As vítimas se assustaram com a ousadia dos criminosos, que praticaram o crime em um local de grande movimento e durante o dia.

Até as 11h, a Polícia Militar informou que os suspeitos não tinham sido localizados.

Constantemente, quem trabalha ou mora no bairro é vítima de criminosos. No dia 13 de setembro, um universitário de 24 anos foi morto durante uma tentativa de assalto na mesma rua. Rodrigo de Almeida Souza levou dois tiros no momento em que saía da faculdade, por volta das 17h20, em seu Fiat Uno.

No dia, um outro estudante disse à reportagem que, naquela semana, três assaltos forma registrados na via. Dois dias após a morte de Souza, alunos da instituição fizeram um protesto contra a violência na área.

A reportagem tentou contato com o 39º Batalhão de Polícia Militar, responsável pelo bairro, mas as ligações não foram atendidas. 

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