Declaração de FHC e Petrobras são destaques em propaganda eleitoral

Primeiro programa eleitoral radiofônico do segundo turno foi marcado por troca de acusações entre os dois partidos

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

A primeira propaganda dos presidenciáveis Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB) de rádio no segundo turno veiculada nesta sexta-feira (10) utilizou o noticiário recente para atacar o adversário.

A campanha de Aécio comentou os depoimentos do ex-diretor de abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa à Justiça Federal. No último minuto do programa, um "comentarista político" chama Costa de "ex-presidente da Petrobras".

"Esse que está fazendo delação premiada, que está preso, usa tornozeleira, acho que todo mundo até já sabe da existência dessa pessoa", diz.

Já a peça de Dilma citou que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse, em entrevista ao portal UOL, do Grupo Folha, que edita a Folha de S.Paulo, que a população mais empobrecida votou no PT porque esses setores são "menos informados".

Em ambos os casos, críticas não vieram diretamente do candidato, mas de narradores. Em sua fala, Aécio ressalta que vai "apresentar ideias" e que são "os adversários" que "não têm limites quando o que está em jogo é o seu projeto de poder", mas a propaganda parte para o ataque.

Na letra de um jingle, diz que o PT "tem gente na cadeia pela grana que roubou". Com o personagem do comentarista político, afirma que "na época do mensalão, o ex-presidente Lula dizia que não sabia de nada, é possível" e "agora, diante de todos os escândalos da Petrobras, a presidente Dilma também diz que não sabia de nada, é possível".

"Mas fica uma pergunta: será que não está na hora de colocar um governante mais informado sobre as coisas que acontecem à sua volta?", questiona o narrador.

A propaganda petista destaca a votação dos aliados do governo federal na Câmara e usa falas dos governadores eleitos em Minas e na Bahia, Fernando Pimentel e Rui Costa. O programa tenta diferenciar o período da gestão tucana, usando dados como o desemprego, com a gestão petista.

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