Estado Islâmico domina complexo militar curdo em Kobani

Os extremistas assumiram o controle da zona de segurança em Kobani, que inclui o complexo militar das Unidades de Proteção do Povo, a base das Asayesh e a sede do conselho local da cidade, segundo a ONG

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Os radicais do Estado Islâmico (EI) assumiram o controle nesta sexta-feira (10) do quartel-general dos combatentes curdos em Kobani, cidade curda síria próxima da fronteira com a Turquia, anunciou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).

Os extremistas assumiram o controle da zona de segurança em Kobani, que inclui o complexo militar das Unidades de Proteção do Povo (YPG, principal milícia curda síria), a base das Asayesh (forças de segurança curdas) e a sede do conselho local da cidade, segundo a ONG.

"Eles controlam ao menos 40% da cidade", disse o OSDH.

Ocalan Iso, vice-chefe das forças curdas, disse que o Estado islâmico ainda estava bombardeando o centro da cidade com morteiros, o que mostra que seus combatentes não haviam estendido seu controle por mais de 20% da cidade. "Há confrontos ferozes, e eles estão bombardeando o centro das Kobani de longe", disse ele por telefone.

O enviado da ONU para a Síria pediu nesta sexta à Turquia para permitir que voluntários cruzem a fronteira com a Síria para impedir que o EI faça um massacre em Kobani. Centenas de pessoas ainda permanecem na cidade.

O ministro das Relações Exteriores da Turquia descartou na quinta (9) a possibilidade de que o país use tropas para ajudar os curdos de Kobani.

Manifestações

As manifestações pró-curdas que acontecem desde segunda-feira (6) na Turquia, sobretudo no sudeste do país, de maioria curda, deixaram pelo menos 31 mortos e 360 feridos, anunciou o ministro do Interior, Efkan Ala.

De acordo com o ministro, as forças de segurança prenderam 1.024 pessoas desde segunda-feira. Várias lojas e edifícios públicos foram atingidos nos distúrbios.

"A espiral de violência deve parar imediatamente", disse o ministro.

Os distúrbios começaram depois de uma convocação do principal partido curdo do país para protestos contra a recusa do governo turco a atuar militarmente para ajudar Kobani.

Muitas vítimas morreram em confrontos entre simpatizantes dos rebeldes curdos do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) e os partidários de movimentos islamitas ou nacionalistas.

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