Brasil não informou sobre caso suspeito de ebola, diz OMS

"Por enquanto, não houve qualquer tipo de informação oficial para a OMS vinda das autoridades brasileiras sobre o caso suspeito de ebola", declarou Fadela Chaib, porta-voz da entidade em Genebra

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

O governo brasileiro até o meio-dia do horário europeu desta sexta-feira, 10, não notificou a Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre o caso suspeito de ebola, o primeiro registrado em território nacional. A entidade, em declarações ao jornal "O Estado de S. Paulo", indicou que está sabendo da suspeita, mas apenas por meio de "artigos de imprensa".

"Por enquanto, não houve qualquer tipo de informação oficial para a OMS vinda das autoridades brasileiras sobre o caso suspeito de ebola", declarou Fadela Chaib, porta-voz da entidade em Genebra. Segundo ela, cerca de 50 casos suspeitos e rumores são monitorados diariamente pela OMS em Genebra.

Nesta quinta-feira, 9, a Secretaria Estadual do Paraná informou oficialmente ao Ministério da Saúde que investiga o primeiro caso suspeito de ebola no País. O paciente veio de Conacri, capital da Guiné, e fez escala no Marrocos.

O homem, de 47 anos, deu entrada às 16h na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Brasília II, em Cascavel, foi internado e foi transferido na madrugada para o Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, no Rio de Janeiro.

O governo ainda mandou especialistas para a cidade paranaense para avaliar o paciente, Dah Souleymane, que entrou no Brasil no dia 23 de setembro. Chaib, porém, confirmou que por enquanto o governo não passou a informação nem para a OMS e nem para a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas). "Não temos nada registrado e nem na Opas", completou.

Pelos regulamentos internacionais da OMS, "cada país deve notificar, pelos meios mais eficientes de comunicação, pelo ponto focal nacional, dentro de 24 horas, todos os eventos que possam constituir uma emergência de saúde pública de preocupação internacional dentro de seu território, assim como medidas de saúde implementadas em resposta a esses eventos".

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