Mercedes-Benz deve manter produção do Actros em Juiz de Fora

Sindicato e prefeitura lutam pela manutenção dos empregos

iG Minas Gerais | Queila Ariadne |

Solução. Montadora de Juiz de Fora pode continuar a produzir o Actros, segundo informações do ministério do Desenvolvimento
Wagner Malagrine
Solução. Montadora de Juiz de Fora pode continuar a produzir o Actros, segundo informações do ministério do Desenvolvimento

O destino da fábrica da Mercedes-Benz em Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira, será conhecido nesta sexta, a partir de um anúncio do presidente da montadora do Brasil e CEO da América Latina, Philipp Schiemer. Ao que tudo indica, a montadora voltará atrás da decisão anunciada na última terça-feira, de suspender a produção das duas linhas de caminhões e manterá pelo menos uma, a do Actros, o modelo mais pesado. Já o Accelo deve mesmo ser suspenso em 2016.

Nos últimos dois dias, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic) ouviu tanto os representantes da empresa como os dos trabalhadores e da prefeitura de Juiz de Fora e se comprometeu a mediar as discussões, para garantir a manutenção da produção na cidade.

“O governo federal não pode intervir em uma decisão empresarial e não tem nenhum instrumento legal para amarrar a permanência da fábrica. Mas vamos atuar como intermediador, apresentando como argumentos toda a infraestrutura e investimentos já realizados em Juiz de Fora. A empresa já sinalizou que pretende manter pelo menos o Actros”, afirma a secretária de Desenvolvimento da Produção do Mdic, Heloísa Menezes.

A empresa falará somente nesta sexta, mas já adiantou que não tem intenção de efetuar demissões. Nesta quinta à noite, representantes do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Metalúrgicas de Juiz de Fora, da prefeitura da cidade, da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerias (Fiemg) e parlamentares da região se reuniram com o ministro do Mdic, Mauro Borges, para apresentar soluções de manutenção dos empregos. “A principal proposta é no sentido de manter as linhas de produção de caminhões”, explica Heloísa. No início da semana que vem, ambas as partes serão ouvidas novamente em Brasília.

Protesto

Parados. Desde terça-feira, os trabalhadores paralisaram as atividades da fábrica, em protesto contra a decisão da montadora. A volta ao trabalho depende da negociação com a empresa.

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