Premiados no Festival do Rio

“Sangue Azul”, de Lírio Ferreira, faturou troféus de melhor filme, diretor e coadjuvante

iG Minas Gerais |

Circo. Daniel Oliveira vive o papel de um homem-bala do circo em “Sangue Azul”
Rodrigo Valenca
Circo. Daniel Oliveira vive o papel de um homem-bala do circo em “Sangue Azul”

O filme “Sangue Azul”, de Lírio Ferreira, levou, na noite de anteontem, o troféu Redentor de melhor filme de ficção do Festival de Cinema do Rio. O longa recebeu mais dois prêmios: melhor diretor e ator coadjuvante, para Rômulo Braga. O filme traz o personagem Pedro, vivido por Daniel de Oliveira, um ilhéu que deixou Fernando de Noronha para viver como homem-bala em um circo itinerante e cujo retorno à casa traz à tona várias recordações. Ao receber o prêmio, Lírio disse que o cinema pernambucano tem ganhado reconhecimento nos últimos anos. “É uma indústria em que Pernambuco sempre teve história. Tem uma geração linda que está vindo agora, inclusive é melhor que a minha”.

Matheus Fagundes foi o vencedor do prêmio de melhor ator por “Ausência”. Já o troféu Redentor de melhor atriz foi dado a Bianca Joy Porte por seu papel em “Prometo um Dia Deixar Essa Cidade”. Fernanda Rocha foi escolhida a melhor atriz coadjuvante por “O Último Cine Drive-In”. Na categoria curta-metragem, quem levou o prêmio do júri oficial foi “Barqueiro”, de José Menezes e Lucas Justiniano. Na categoria documentário, “À Queima Roupa”, de Theresa Jessouroun, recebeu dois prêmios: melhor diretor de documentário e melhor documentário.

Apresentada pelos atores Leandro Hassum e Deborah Secco, a cerimônia fez homenagem ao diretor Hugo Carvana, que morreu no último sábado, vítima de câncer. “Relembrar a sua obra no cinema é celebrar o eterno vagabundo”, disse Deborah Secco ao abrir o evento, fazendo referência a “Vai Trabalhar Vagabundo” (1973), primeiro filme dirigido por Carvana.

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