Município continua sem representante em Brasília

Principais candidatos a deputado federal por Betim, Rômulo Veneroso (PV) e MDC (PT) tiveram votação inexpressiva, com 33.373 e 44.527 votos, respectivamente

iG Minas Gerais | Da Redação |

Rômulo afirmou que apoio de Carlaile e seus correligionários não existiu
ALEX BRANDÃO/ARQUIVO
Rômulo afirmou que apoio de Carlaile e seus correligionários não existiu

Mesmo sendo uma cidade com mais de 267 mil eleitores e que se destaca na economia como uma das mais importantes de Minas Gerais, Betim continuará, por pelo menos quatro anos, sem um representante em Brasília. A votação pífia dos dois principais candidatos a deputado federal do município, Rômulo Veneroso (PV) e Maria do Carmo Lara (PT), decepcionou apoiadores e correligionários de campanha e manteve um cenário que perdura desde 2012, ano em Carlaile Pedrosa (PSDB) deixou o cargo para assumir a Prefeitura de Betim.

Rômulo, que tentou uma vaga em Brasília pela primeira vez, obteve em Minas Gerais 33.373 votos, sendo 21.571 deles de Betim, número inferior ao da eleição de 2010, quando foi o candidato a deputado estadual mais votado no município, com 27.790 votos.

A derrota do candidato do PV estaria ligada diretamente à imagem de Carlaile, seu principal padrinho de campanha. O prefeito, além de enfrentar uma grave crise financeira na administração, teve, pela primeira vez após assumir seu terceiro mandato, em 2013, sua forma de governar desaprovada pela grande maioria dos eleitores betinenses, segundo apontou pesquisa de opinião do Instituto DataTempo/CP2, realizada em agosto deste ano.

Rômulo agradeceu os votos conquistados, se disse decepcionado com seu grupo político e alfinetou Carlaile ao afirmar que seu apoio político foi apenas “de boca”. “Ele (prefeito) disse que eu era seu representante apenas nas palavras, mas, nas ações efetivas, foi o contrário. Tanto que seu secretariado e os cargos comissionados trabalharam por candidatos de outras cidades, como é o caso, por exemplo, do secretário de Desenvolvimento Econômico, Fabrício Freire, do superintendente de Habitação, Alex Couto, e do irmão de Carlaile, Ciro Pedrosa. Sinto-me decepcionado com o grupo político a que sou fiel há 22 anos, que me convidou para ser seu representante em Brasília há dois anos e meio e que, após uma briga política, virou as costas para a minha candidatura, e me prejudicou na urnas”, desabafou.

Fracasso

No caso da candidata petista, que obteve 44.527 votos no Estado, tendo tido 26.015 em Betim, o resultado do fracasso eleitoral se iniciou em 2012, quando ela, ao enfrentar uma administração conturbada e pautada por um sistema de saúde em frangalhos e sucessivas denúncias de improbidade administrativa e corrupção, disputou o governo municipal com Carlaile e sofreu a maior derrota de um candidato do PT nas eleições locais.

Além de perder a prefeitura, MDC, que, caso vencesse, entraria para seu quarto mandato na Câmara dos Deputados, também viu seu poder partidário se dissolver em Betim, quando, mesmo tendo conseguido emplacar seu candidato a presidente municipal do PT, perdeu a hegemonia da sigla. A reportagem tentou falar por várias vezes ao telefone com MDC, mas ela não atendeu às ligações.

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