Bola é transferido para penitenciária Nelson Hungria

Medida foi tomada pela Justiça que acatou pedido do Ministério Público que afirma que o artigo da lei que permitiu que Bola cumprisse pena na Casa de Custódia é inconstitucional, segundo o advogado Fernando Magalhães que defende o ex-policial

iG Minas Gerais | CAMILA KIFER |

Bola é transferido para Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem
ALEX DE JESUS/O TEMPO
Bola é transferido para Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem

O ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, o bola, apontado como executor de Eliza Samudio, ex-amante do goleiro Bruno Fernandes, foi transferido no fim da tarde de quarta-feira (8) para a penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte. Conforme o advogado do detento, Fernando Magalhães, a determinação partiu da Justiça que acatou um pedido do Ministério Público (MP). A solicitação afirma que o artigo da lei que permitiu que Bola cumprisse pena na Casa de Custódia do Policial Civil, no bairro Horto, na região Leste de Belo Horizonte, é inconstitucional.

Ainda de acordo com o advogado, seu cliente foi beneficiado pela nova lei orgânica, do artigo 38, inciso 10, que prevê que a Casa de Custódia da corporação poderá receber o policial civil da ativa ou aposentado. "Essa lei beneficia o policial mesmo aquele que tenha sido demitido do cargo ou tenha cassada a aposentadoria em virtude de condenação", explicou o defensor.

Segundo Magalhães, a defesa irá entrar com um recurso na próxima segunda-feira (13). O advogado pretende pedir um mandado de segurança e o habeas corpus do cliente. "Essa medida é reflexo de uma perseguição do Ministério Público. Ele estava em um espaço reservado e agora divide cela com presos comuns, o que é contra a lei", contou o defensor.

O defensor disse ter intruido Bola para se recusar a realizar o procedimento. "Conversei com ele, nos falamos pelo telefone, e ele vai se recusar a realizar a realizar a coleta de material genético", declarou.

Condenação

Bola foi condenado em abril de 2013 a 22 anos de prisão por homicídio duplamente qualificado (meio cruel e recurso que impossibilitou a defesa da vítima) e ocultação do cadáver de Eliza. O crime, que foi executado em 2010, foi revelado por um dos primos do goleiro.

O ex-policial estava recluso na Casa de Custódia desde o dia 21 de maio. A pena determina 19 anos de reclusão em regime fechado e mais três anos de prisão em regime aberto.

Em agosto deste ano, em entrevista à TV Alterosa, Bola jurou ser inocente em relação à morte de Eliza, emocionou-se ao lembrar de sua família e comentou uma tentativa de homicídio que teria sofrido. 

 

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