Diretor de agência de mídia ataca Clarín e nega expropriação

Segundo Martín Sabbatella, serão enviadas informações da empresa ao fisco, a uma procuradoria que investiga crimes como lavagem de dinheiro

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Martín Sabbatella, o titular da agência regulamentadora da mídia argentina, deu entrevistas a rádios de Buenos Aires para dizer que o governo não expropriará o "Clarín", cujo plano voluntário de desmembramento foi rechaçado.

Sabbatella afirmou que vão estudar se o grupo Clarín comete crimes econômicos. Segundo ele, serão enviadas informações da empresa ao fisco, a uma procuradoria que investiga crimes como lavagem de dinheiro e a uma unidade de informação financeira do Ministério da Justiça.

O plano voluntário de desmembramento do Clarín foi rejeitado pelo governo. Ele consistia em dividir as empresas em seis partes. Na primeira fatia estavam canais de TV e uma parte do serviço de TV a cabo Cablevisión. Na segunda, um outro pedaço da Cablevisión e mais um canal de TV.

O governo afirma que essas duas partes, as mais valiosas, tinham proprietários cruzados, pois membros de fundos de investimentos que estão em ambas são sócios em escritórios de advocacia.

Sabbatella também disse que o governo deve colocar o provedor de TV a cabo Cablevisión à venda por uma licitação. Sabbatella repetiu que o plano de desmembramento do grupo Clarín tinha manobras para não cumprir a lei de meios e que "zombava" do espírito da lei.

O Cablevisión deve ser colocada à venda por licitação, afirmou, acrescentando que o governo não escolherá os compradores. O desmembramento do grupo Clarín pode começar em novembro, afirmou o diretor da agência de regulamentação. Ele disse que haverá reuniões com as equipes de advogados e técnicos. A lei de meios faz cinco anos nesta semana.

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