Dilma defende política do salário mínimo e critica propostas do PSDB

Petista destacou postura do economista Armínio Fraga durante a gestão de FHC para atacar a as políticas da candidatura liderada por Aécio Neves

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Dilma Rousseff no debate da Band, nesta terça-feira (27)
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Dilma Rousseff no debate da Band, nesta terça-feira (27)

A candidata do PT à reeleição, presidenta Dilma Rousseff, defendeu nesta quinta-feira (9) os atuais programas sociais e a política de valorização do salário mínimo e criticou as propostas do adversário Aécio Neves (PSDB) para o tema. Dilma classificou de “escândalo” a ideia de reduzir o poder de compra do salário mínimo para compensar outros problemas da economia.

“Eles implicam com salário mínimo. Implicar com o salário mínimo é a maior característica desse senhor [Armínio Fraga] que foi presidente do Banco Central durante o [governo de] Fernando Henrique e que agora é aquele que aparece como sendo o eventual futuro ministro da Fazenda, que não vai ser. Ele acha que para resolver os problemas, eles têm que diminuir o salário mínimo. Isso é um escândalo. É a típica proposta que fez com que esse país quebrasse tês vezes”, disse em discurso durante ato político em Salvador.

Ao lado do governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), do governador eleito, Rui Costa (PT), e de outras lideranças do estado, Dilma disse que os governos do partido adversário nunca tiveram políticas para o desenvolvimento da Região Nordeste. “Eles nunca tiveram um projeto para essa região. Nunca olharam para ela, deixaram anos e anos a fio sem investimento em infraestrutura, sempre usaram e abusaram da indústria da seca e não tentaram resolver o problema de fundo, que era garantir água, não de emergência, mas fazer com que o Nordeste convivesse com a seca, como nós estamos fazendo”.

A candidata também criticou declarações de lideranças do PSDB que associaram os votos no primeiro turno a candidatos do PT, principalmente nas regiões Norte e Nordeste, a eleitores “pobres e menos informados”. “Quando querem atribuir a minha votação e o primeiro lugar que obtive, falam: 'Ah, votaram nesse projeto porque as pessoas que votaram não são qualificadas, são desinformadas, não sabem o que estão fazendo'. Não só agradeço, mas respeito extremamente essas pessoas, esses cidadãos que votaram em mim”.

A candidata disse que, no próximo dia 26 de outubro, estarão em confronto dois projetos distintos para o país e que o do PT “diz que o Brasil tem que ser governado para todos os brasileiros, olhando com prioridade, com cuidado, para aqueles que mais precisam”.

Dilma criticou o adversário por apontar ter sido o criador das ideias em que se baseiam atuais programas sociais, como o Bolsa Família. “A pergunta que não quer calar e que todos fazemos: por que eles não fizeram isso antes quando puderam? O que explica que nunca fizeram um programa como o Minha Casa, Minha Vida? Ousam dizer que fizeram o Bolsa Família. O Bolsa Família deles era para muito poucos, o nosso é para mais de 50 milhões de pessoas”.

Depois do ato político, Dilma seguiu para o Largo de Roma, para visitar um monumento em homenagem à Irmã Dulce e, em seguida, a Igreja de Nosso Senhor do Bonfim, tradicional ponto turístico da capital baiana. A candidata do PT começou a campanha do segundo turno pelo Nordeste. Antes de Salvador, Dilma esteve em Teresina e João Pessoa e hoje ainda terá compromissos de campanha em Aracaju, onde participará de carreata e encontro com lideranças políticas estaduais. No primeiro turno, a candidata obteve mais de 59% dos votos dos eleitores nordestinos.

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