Marina não deve anunciar posição nesta quinta, diz aliado

De fora do segundo turno, ex-candidata ainda não se pronunciou sobre apoio pessoal para Aécio Neves; Rede anunciou que não recomenda voto em Dilma

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

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Coordenador de comunicação da campanha da então candidata Marina Silva (PSB) e aliado próximo da ex-ministra, Nilson Oliveira disse que ela não deve anunciar nesta quinta-feira (9)  sua posição com relação ao segundo turno das eleições presidenciais. Oliveira fez o comentário a jornalistas ao chegar ao apartamento onde a ex-ministra tem se hospedado em São Paulo.

Segundo o coordenador, Marina decidiu que não participaria da reunião da coligação que a apoiou no primeiro turno, em Brasília porque achou melhor que eles chegassem a um consenso sobre quais pontos essenciais do programa querem levar ao candidato Aécio Neves (PSDB) e, então, submeterem esse documento para a avaliação dela. "Os partidos vão encaminhar esse documento (ao candidato do PSDB)", afirmou. Essa entrega será feita após a aprovação de Marina, de acordo com o assessor.

Ainda segundo Oliveira, o tempo de espera por um posicionamento de Marina agora depende de Aécio. "Agora é o Aécio quem deve fazer o movimento ao encontro de Marina. Ele deve demonstrar o nível de compromisso programático com os pontos que serão apresentados", disse. Sobre o momento do anúncio de Marina, Oliveira afirmou que "vai depender de Aécio dizer que momento é mais propício".

Neste momento, representantes do PSB, da Rede (projeto de partido de Marina), do PPS, PPL e PRP estão reunidos em Brasília para tentar tirar um documento comum com pontos programáticos - PHS e PSL decidiram não participar.

O documento formulado pela Rede na noite de ontem incluiu o adiantamento de metas de educação em tempo integral e de destinar 10% do PIB para educação, o destino de 10% da receita bruta da União para saúde, o passe livre estudantil, a reforma política com fim da reeleição, além da questão da não diminuição da maioridade penal - Aécio havia defendido o projeto do companheiro de chapa, senador Aloysio Nunes, de passar a maioridade de 18 para 16 anos em casos de crimes hediondos.

Nilson Oliveira disse que não necessariamente Aécio precisaria aceitar todos os itens para ter o apoio de Marina e disse que haverá "negociação". Foi a primeira fala de uma pessoa próxima a Marina nesse sentido, de negociar pontos para definir um apoio ao tucano.

Nessa quarta-feira(80), a Rede formalizou a indicação aos eleitores de voto em Aécio ou nulo ou branco. Oliveira reforçou que Marina terá autonomia para se posicionar, tanto em relação à Rede como aos demais partidos da coligação. O PSB formalizou ontem o apoio a Aécio. O PPS já havia feito o mesmo na terça.

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