Candidato sem voto nenhum

Teve aspirante a cadeira na Câmara e no Senado que não votou em si mesmo nestas eleições

iG Minas Gerais | Da redação |

Curiosidades. Na última eleição teve candidato a deputado estadual em Minas que não recebeu um voto sequer, ou teve apenas um voto
Nelson Jr./TSE
Curiosidades. Na última eleição teve candidato a deputado estadual em Minas que não recebeu um voto sequer, ou teve apenas um voto

Um dos mais importantes colégios eleitorais do Brasil, Minas Gerais contou com números recordes aos cargos do Legislativo, já que 1.040 candidatos entraram na disputa para concorrer ao cargo de deputado estadual e 606 para o de federal.

Os mais de 10 milhões de votos válidos registrados para os cargos apresentaram, porém, resultados curiosos no que diz respeito a sua distribuição. Em meio às votações massivas que disputaram acirradamente as cadeiras da Assembleia e da Câmara, alguns candidatos destacaram-se justamente pelos números baixos que alcançaram no pleito.

A candidata a deputada estadual Lúcia Helena (PMN), por exemplo, não registrou nenhum voto. Natural de Macaia, no Sul do Estado, a candidata não foi encontrada pela reportagem para comentar a falta de votos.

Já a candidata Marilda Diniz (PDT), por sua vez, registrou um único voto. O partido informou que ela teve que se ausentar da campanha por problemas de saúde. Para eles, o voto deve ter sido fruto de algum erro de digitação na hora da votação ou, mais provavelmente, do desconhecimento da desistência, já que o voto foi registrado na cidade de Esmeraldas, município de origem de Marilda.

Uma situação semelhante aconteceu com a candidata Liliane Alves (PTC), que teve três votos mesmo já tendo anunciado publicamente seu desligamento da disputa. Devido a contratempos, ela interrompeu a campanha cerca de um mês antes das eleições, orientando seus eleitores a transferir seus votos a um candidato do mesmo partido.

De acordo com seu assessor Márcio Ramos, os votos provavelmente “foram de eleitores desavisados, que não verificaram adequadamente o número do candidato em que realmente pretendiam votar”.

Entre os candidatos ao cargo de deputado federal, a lanterna da disputa ficou para a candidata Tamires Martins (PMN), que teve 13 votos. Um pouco a sua frente, a candidata Cirlaine Liberato (PTN) totalizou 27 votos.

Belo-horizontina, ela afirma não ter feito campanha e nem divulgação fora da capital. Levando isso em consideração, Cirlaine considera que “o resultado foi satisfatório em vista de ter sido a primeira vez que disputei e de não ter feito campanha”.

Mais jovem Deputado estadual. Com apenas 22 anos, Jacó Jácome (PMN), foi o candidato mais jovem a sair vencedor das eleições de domingo no Rio Grande do Norte. O estudante de direito, que foi vereador aos 20 anos, recebeu 28.620 votos e ganhou uma vaga na Assembleia Legislativa. Jacó é filho Antônio Jácome (PMN), que foi eleito deputado federal nestas eleições. Ele afirma que fará projetos voltados para a juventude do Estado.

Único voto A candidata a deputada estadual por Rio Grande do Norte Selma Silva (PHS) teve apenas um voto nesta eleição. A diarista só se candidatou para preencher a cota de 30% de mulheres do partido. Ela nem fez campanha e nem contou para ninguém que tinha se candidatado, mas sua filha contou para a irmã da candidata, que deu o único voto recebido por Selma. A diarista já havia se candidatado com o mesmo o objetivo em 2012, quando se registrou para o cargo de vereadora em Natal. Selma é filiada ao Partido Humanista da Solidariedade (PHS) há dez anos e pretende um projeto maior para 2016. “Quem sabe. Se fosse eleita faria diferente. Penso ao contrário dos políticos que estão aí hoje em dia”, revela Selma.

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