Indústria em Minas cresce menos que a média nacional

Em julho, o crescimento da indústria também havia sido de 0,7%

iG Minas Gerais |

Luta. Trabalhadores fizeram ontem de manhã protesto na porta da Mercedes-Benz, em Juiz de Fora
Paula Spencer/ STIM
Luta. Trabalhadores fizeram ontem de manhã protesto na porta da Mercedes-Benz, em Juiz de Fora

SÃO PAULO. A produção da indústria em Minas Gerais no mês de agosto ficou praticamente estagnada. De acordo com levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o setor no Estado teve um crescimento de apenas 0,1% em agosto. A produção da indústria mineira cresceu menos que a média nacional – que teve índice de 0,7%.

Dos 14 locais pesquisados, dez tiveram expansão. O Rio Grande do Sul liderou a alta da produção industrial no mês de agosto. A indústria naquele Estado cresceu 4,2% no mês – a maior taxa deste levantamento. Já o Amazonas teve a maior queda do setor registrada em agosto. A produção industrial amazonense encolheu 4,5%. De acordo com o IBGE, além do Rio Grande do Sul registraram altas acima da média nacional Goiás (3,3%), Espírito Santo (3,2%), Ceará (2,8%), Pernambuco (2,7%), Paraná (2,1%), Pará (2,0%) e São Paulo (0,8%). Mas com crescimento abaixo da média nacional, além de Minas Gerais, aparece Santa Catarina, cuja produção industrial cresceu apenas 0,5%. Ou seja, entre os dois Estados onde a indústria cresceu menos, Minas ainda ocupa a pior posição no mês de agosto. Na outra ponta, além do Amazonas, tiveram queda na produção industrial também a Bahia (-4,2%), o Rio de Janeiro (-1,6%) e a Região Nordeste (-1,2%). País. O levantamento teve o segundo avanço da produção industrial, depois de registrar queda entre março e junho. Em julho, o crescimento da indústria também havia sido de 0,7%. “É uma melhora em relação a um passado recente, mas não zera as perdas”, esclarece o gerente da Coordenação de Indústria do IBGE, André Luiz Macedo.

Setores Destaques. Catorze ramos tiveram crescimento. O destaque é a indústria extrativa (2,4%). Em seguida: máquinas e equipamentos (3,9%) e derivados do petróleo e biocombustíveis (1,5%).

 

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