O bom e o ruim da seleção e seus amistosos

iG Minas Gerais |

Todo jogador quer ser convocado para a seleção brasileira. Valorização profissional, projeção mundial e perspectiva de muito mais dinheiro no bolso. Para o clube também é bom, pois valoriza a “mercadoria”. Mas, por causa de “peladas de luxo” como esta na China entre as seleções brasileira e argentina, a rodada do Brasileiro ficou sem alguns dos seus principais jogadores, nos jogos mais importantes, como Cruzeiro x Corinthians, no Mineirão, e Fluminense x Atlético, no Maracanã. A CBF fatura alguns milhões às custas dos prejuízos técnico e financeiro dos clubes. Como a regra é essa, e são “datas Fifa” de amistosos, o mínimo que deveria ocorrer para diminuir os prejuízos seria o adiamento das rodadas, evitando que os jogadores desfalcassem os clubes dessa forma, em momento decisivo do campeonato, para o título e para o rebaixamento. E o objetivo é só mesmo financeiro já que daqui a três dias completaremos apenas três meses de terminada a Copa do Mundo. Os clubes não têm o retorno financeiro que deveriam e ainda correm o risco de perder jogadores por contusões, até cobertas por seguros, mas tecnicamente, dentro de campo, não.</CW>  

Bom demais O Atlético e o zagueiro Leonardo Silva chegaram a um acordo para a renovação do contrato por mais uma temporada. Ótimo jogador, importantíssimo dentro e fora de campo. Queimou a língua de muita gente, inclusive a minha. Quando ele foi contratado, fiquei na dúvida: qual o motivo de o Cruzeiro deixar um jogador desse nível sair, ainda mais indo para o Galo? Na época um diretor cruzeirense me disse que, na avaliação interna, a cúpula do clube e a comissão técnica concluíram que Leonardo Silva se tratava de um “cavalo de raça, mas cansado”. Pois é! Cesinha Quanto ao novo contratado, Cesinha, atacante de 23 anos, do Bragantino, é esperar jogar alguns jogos para poder dizer se será um reforço ou apenas mais uma contratação.

Horários Os horários dos jogos também continuam na contramão do interesse do torcedor. Cruzeiro e Corinthians jogaram às 22h, em função dos interesses comerciais. Mas, pelo menos nessa situação, os clubes recebem uma grana alta para que a Globo imponha os horários dela, e todos concordaram. Prepotência A explicação para a goleada do América sobre o Náutico em Recife é simples e vale para a maioria das goleadas no futebol: o dono da casa achou que o adversário era “favas contadas” e partiu para cima. Tomou um gol, foi afoito em busca do empate, tomou mais um, continuou afoito, tomou outro, e aí bateu o desespero, e o Coelho fez o quarto gol. Com o América relaxado, administrando o placar, o Náutico fez o gol de honra. Pagou pela prepotência, achando que faturaria três pontos fáceis na Arena Pernambuco. Apesar dos 4 a 1, o goleiro João Ricardo, do América, foi um dos melhores em campo, já que os pernambucanos bombardeavam desordenadamente.

Puxadores de voto Política é uma área mais complicada que o futebol ou qualquer outra modalidade esportiva. Na semana passada os figurões que convenceram o Dr. Gilvan de Pinho Tavares a entrar na chapa do PV, para ser um “puxador de votos”, garantiram a ele que tinham uma pesquisa que lhe dava “no mínimo” 120 mil votos. Pois é! O presidente que faz ótimo trabalho à frente do Cruzeiro acreditou.

Decepção O PT de São Paulo também apostou que o ex-presidente do Corinthians, Andrés Sanches, seria um “puxador de votos” e que passaria dos 700 mil votos para federal. Teve 169 mil, foi eleito, mas em 20º lugar, sem a folga que se imaginava. Mas outras figuras importantes do esporte também perderam país afora: Jorge Kajuru teve 107 mil votos por um partido chamado PRP, em Goiás, mas não foi eleito. A belíssima Leila, do vôlei, ex-seleção brasileira, foi candidata no Distrito Federal, teve 11.125 votos e também dançou.

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