Menino teria morrido após combates ao lado do EI

Bombardeios liderados pelos Estados Unidos mataram ao menos 45 jihadistas em Kobani

iG Minas Gerais |

Criança. Imagem na internet mostra menino que teria morrido
Reprodução/Facebook
Criança. Imagem na internet mostra menino que teria morrido

Bagdá, Iraque. Quem vê o sorriso estampado no rosto ainda infantil do garoto que aparece na imagem ao lado talvez não consiga imaginá-lo segurando um armamento pesado e participando de combates ao lado do Estado Islâmico (EI). Mas o menino, com idade aparente de 10 anos, virou assunto na internet depois que surgiu a notícia de que ele teria morrido em combate na cidade de Kobani, na fronteira entre a Síria e a Turquia.

A foto, que não teve a veracidade confirmada, está circulando no Twitter, onde as pessoas estão fazendo homenagens ao garoto, que supostamente foi o “mártir” mais novo a ter morrido na península Arábica. Em agosto, o Conselho de Direitos Humanos da ONU disse que o grupo estava recrutando, treinando e usando crianças para combates.

Tampão. O secretário de Estado norte-americano, John Kerry, disse nesta quarta que a implantação de uma zona tampão ao longo da fronteira entre Síria e Turquia é algo que vale a pena considerar “muito de perto”, uma indicação de que os Estados Unidos e seus parceiros da coalizão internacional podem se envolver mais profundamente na guerra civil que acontece na região.

Autoridades norte-americanas que vão para Ancara nesta semana com o objetivo de discutir o papel da Turquia na coalizão internacional contra o EI debaterão a ideia da zona tampão com representantes do governo turco, que há anos é favorável à medida.

Ataques. Pelo menos 45 jihadistas do EI morreram nos últimos dois dias em função dos bombardeios da coalizão internacional, liderada pelos Estados Unidos, em Kobani, informou nesta quarta o Observatório Sírio de Direitos Humanos.

Segundo a ONG, a aliança intensificou desde segunda-feira os ataques contra o EI na região, que tiveram como alvo 20 concentrações de combatentes jihadistas e destruíram cinco veículos blindados.

Como os bombardeios contra os extremistas aumentaram, os militantes do grupo foram obrigados a recuar após três semanas de intensos combates na região.

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