Veja outras apreensões de dinheiro feitas pela PF nesta campanha

No dia 27 de setembro, inquérito foi aberto para investigar origem de dinheiro flagrado em posse de um colaborador do deputado estadual Bruno Covas (PSDB-SP), que disputava mandato para a Câmara dos Deputados

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Assim como aconteceu no aeroporto de Brasília, onde a Polícia Federal apreendeu R$ 114 mil, em dinheiro vivo, que estava sendo transportado por um empresário e um colaborador da campanha do PT de Minas Gerais, no decorrer da campanha eleitoral deste ano a Polícia Federal fez outras apreensões de dinheiro suspeito.

No dia 27 de setembro, faltando uma semana para a eleição, a PF abriu inquérito para investigar a origem de dinheiro flagrado em posse de um colaborador do deputado estadual Bruno Covas (PSDB-SP), que disputava mandato para a Câmara dos Deputados.

O radialista Mário Welber, suplente de vereador em São José do Rio Preto (SP), foi interceptado no aeroporto de Congonhas, na capital paulista, carregando R$ 102 mil em dinheiro e um envelope com 16 cheques e um cartão da campanha do neto do ex-governador de São Paulo Mário Covas. Os valores foram identificados na passagem dele pelo aparelho de raio X.

Em nota, a assessoria de imprensa de Bruno Covas afirmou que o deputado estadual "não tem qualquer envolvimento com dinheiro algum apreendido".

Bruno Covas foi eleito deputado federal com a quarta maior votação do Estado de São Paulo, 352.708 votos. No dia 12 de setembro, um funcionário do gabinete do senador Wellington Dias (PT), que era candidato ao governo do Piauí, foi detido no interior da Bahia com R$ 180 mil em notas de cem.

Segundo o delegado Francisco de Sá, de Barreiras (BA), José Martinho Ferreira de Araújo, motorista lotado no gabinete do petista, afirmou ser o dono do dinheiro e negou qualquer ligação da quantia com o senador, que emitiu uma nota negando ligação com o dinheiro. Wellington Dias foi eleito governador do Piauí no primeiro turno com 63,08% dos votos.

Tocantins

No Tocantins, o governador eleito enfrentou dificuldades na campanha, que acabaram não se refletindo nas urnas.

Marcelo Miranda (PMDB) teve seu nome envolvido na apreensão de R$ 500 mil em espécie com um empresário que embarcava em um avião em Piracanjuba (GO). A aeronave levava três quilos de santinhos de sua campanha.

O peemedebista negou ligação com o caso e disse que se tratava de uma armação de rivais.

Imagens de uma câmera de segurança de um hotel em Goiânia, porém, mostraram que seu irmão, Júnior Miranda, se encontrou com o empresário pego com o dinheiro dias antes da apreensão. O candidato reafirmou não ter ligação com o caso.

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave