Brasil atropela a China e fica muito perto das semifinais

Equipe verde-amarela esteve impecável em todos os fundamentos; relação saque-bloqueio funcionou bem e não deu chances para adversárias

iG Minas Gerais | DANIEL OTTONI |

Fernanda Garay deu estabilidade no passe e também foi bem nos ataques e contra-ataques
DIVULGAÇÃO - FIVB
Fernanda Garay deu estabilidade no passe e também foi bem nos ataques e contra-ataques

O Brasil encontra seu ápice em um momento decisivo do Campeonato Mundial de vôlei feminino. Jogando solto e com poucos erros, as atuais bicampeãs olímpicas atropelaram a China por 3 a 0 (25/19, 25/16 e 25/15) na abertura da terceira fase do torneio. O resultado deixa o time de José Roberto Guimarães muito perto da semifinal. Um ponto contra a República Dominicana, na sexta-feira, garante vaga entre as quatro melhores seleções do mundo.

Mesmo sem ainda ter enfrentado um time asiático na competição, o Brasil mostrou que todo o estudo feito sobre o adversário valeu a pena. Sabendo que a recepção não era o ponto forte da China, o saque encaixou e atrapalhou bastante o outro lado, que não conseguiu rodar bolas com frequência.

O bloqueio trabalhou bem, aproveitando a dificuldade na armação de jogadas. A central Thaísa, a melhor bloqueadora da competição, foi um verdadeiro paredão e fez vários pontos no fundamento. A defesa também foi bem, jogando várias bolas para o alto e o ataque teve ótimo aproveitamento para construir um resultado positivo. Difícil foi apontar um fundamento que não tenha se destacado. A China, acuada, teve dificuldades para rodar o jogo do começo ao fim.

"Acho que esse foi o nosso melhor jogo no Mundial. Entramos com uma postura agressiva, sacando bem e bloqueando bastante. Estudamos muito o time delas e conseguimos obedecer taticamente o que o Zé nos pediu. Quando isso acontece, as coisas ficam mais fáceis", analisa a central Fabiana, capitã do time.

Para a levantadora Dani Lins, o fato do time ter entrado sem sentir muita pressão foi fundamental. "Jogamos soltas e vibramos a todo momento. Nossas atacantes me ajudaram muito virando várias bolas", comemora.

Estilo agressivo mostrou equipe candidata ao título Desde os primeiros instantes do jogo, o Brasil mostrou estar em um dia inspirado. Fernanda Garay e Jaqueline atendiam bem ao chamado de Dani Lins, superando com facilidade o bloqueio adversário. Depois de estar atrás em 6 a 3, o Brasil logo empatou, virou e abrir para 14 a 11. A recepção da China não se encontrava e dava vários contra-ataques para o Brasil. A diferença aumentou até o fim da etapa.

No segundo set, o Brasil foi fulminante ao fazer 4 a 0, com dois pontos de bloqueio de Thaísa. A etapa marcou o rali mais longo do Brasil na competição, com Garay decidindo após 1min11s de bola no ar. Um dos poucos momentos de desconcentração da equipe verde-amarela apareceu nesta parcial, quando um 10 a 5 para o Brasil virou 10 a 9.

A retomada não demorou para aparecer e o Brasil abriu 19 a 13 e 22 a 14, antes de fechar.

No terceiro set, o Brasil continuou com tudo para fechar o jogo e não correr risco de ser surpreeendido. O ataque ia bem e a defesa não deixava a bola cair. O 10 a 4 virou 16 a 11. A China não se encontrou para evitar o pior e agora precisa vencer as dominicanas para seguir para a próxima fase.

"Foi a primeira de quatro finais que esperamos ter. Podemos fazer ainda mais, apesar de ter sido um excelente jogo. Neutralizamos os pontos fortes delas e isso ajudou. Sabemos que podemos perder se não fizermos o nosso papel", mostra Garay.