Fundação Zoo-Botânica de BH contará com brigada de combate a incêndios

Instituição criou uma comissão para planejar ações de prevenção e combate ao fogo

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

A Fundação Zoo-Botânica de Belo Horizonte, que é responsável pela conservação de uma área de 1,6 milhão de metros quadrados, começou a contar com uma comissão que tem como objetivo o planejamento de ações de prevenção e combate a incêndios em suas áreas de mata, o que inclui, entre algumas atividades, a criação e a estruturação da Brigada de Incêndio da FZB-BH.

A instituição, que é composta pelo Jardim Zoológico, pelo Jardim Botânico e pelo Parque Ecológico da Pampulha, possui uma grande e representativa reserva de cerrado, com 600 mil metros quadrados. A formação vegetal cumpre um importante papel de manutenção e na conservação de espécies nativas desse bioma em meio a um centro urbano.

Além disso, a fundação possui outras áreas verdes que apresentam um grande fluxo de pessoas. Neste sentido, é essencial o planejamento estratégico para proteger essas áreas de mata potencialmente vulneráveis, além dos próprios equipamentos, instalações e recintos de animais, inseridos de forma harmônica à vegetação como um todo.

Entre as ações implementadas recentemente pela comissão estão a vistoria de áreas com risco de incêndios florestais (como por exemplo, os aceiros das bordas das matas e ao longo do perímetro da Fundação) e a formação de quadrantes na área destinada à produção de capim (capineira), divididos por aceiros, visando à descontinuidade de material combustível. Este é um método preventivo de combate que dificulta a propagação do fogo.

Outra medida benéfica à conservação de recursos naturais é a recuperação de uma área de nascente, próxima à capineira. Para isso, a limpeza (retirada do lixo e mato) e a constante manutenção da área, assim como o reflorestamento com árvores selecionadas, estão sendo propostos e executados.

De acordo com o coordenador da comissão e da futura Brigada de Combate a Incêndios da FZB-BH, Daniel Almeida Rocha, assim como vários parques e áreas protegidas que possuem recursos naturais como mananciais, matas e animais silvestres sob ameaça, a Fundação também corre esse risco.

“Além de todas as ações adotadas pela comissão, o que inclui também a estruturação da brigada, é preciso trabalhar com os visitantes e com a população que está no entorno, para explicar os riscos e as problemáticas do incêndio florestal, não apenas para o meio ambiente, mas também para nossa saúde. Somente assim, ao prevenir por meio da educação e conscientização, poderemos evitar essas situações de risco”, afirmou.

 

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