Racha em partidos leva a aliança local com PSDB e nacional com PT

O PDT de Minas também está com Aécio neste segundo turno, apesar de nacionalmente integrar a chapa majoritária petista

iG Minas Gerais | Denise Motta |

Pró-Aécio, o governador de Minas Gerais, Alberto Pinto Coelho, é do PP, que apoia Dilma nacionalmente
Gil Leonardi / Imprensa MG - 28.5.2014
Pró-Aécio, o governador de Minas Gerais, Alberto Pinto Coelho, é do PP, que apoia Dilma nacionalmente

Atento aos partidos da base federal do PT desde seus mandatos como governador de Minas (2003-2009), Aécio Neves (PSDB) costurou apoios que hoje causam divisão em siglas que integram formalmente a coligação de Dilma Rousseff (PT). O tucano articulou espaço para aliados do PT e agora recebe apoio.

O governador de Minas, Alberto Pinto Coelho, por exemplo, pertence a uma destas siglas, o PP. Falando como coordenador de campanha do presidenciável tucano em Minas, ele declarou nesta terça à reportagem de O TEMPO que “o Partido Progressista em Minas faz parte do núcleo do projeto do Aécio”. Ao lado do PP, estão o PSD, PR, PDT e PTB. O PSD indicou o suplente do senador eleito Antonio Anastasia (PSDB), Alexandre Silveira, presidente do partido em Minas. Silveira ocupou o primeiro escalão do governo Anastasia, na secretaria Extraordinária de Gestão Metropolitana. O PR foi liberado no primeiro turno da eleição presidencial e houve parlamentar que declarou apoio à candidata Marina Silva (PSB), como o presidente da sigla no Estado, deputado federal reeleito Lincoln Portela. O PDT de Minas também está com Aécio neste segundo turno, apesar de nacionalmente integrar a chapa majoritária petista. Durante a gestão de Anastasia, o deputado Carlos Pimenta ocupou a secretaria de Estado de Trabalho e Emprego. O PTB foi outro partido alinhado com a gestão tucana em Minas que, formalmente na chapa presidencial petista, resiste em apoiar Dilma Rousseff no Estado. O dirigente regional, Dilzon Melo, ocupou o cargo de secretário de Desenvolvimento Regional e Política Urbana na gestão de Aécio governador. Esse desalinhamento de partidos nos âmbitos estadual e federal foi o que levou ao fenômeno Lulécio, em 2002 e 2006, e Dilmasia, em 2010. 

Reuniões Dilema. Partidos que apoiam Dilma Rousseff (PT) formalmente e sempre tiveram espaço nos governos tucanos em Minas se reúnem nesta semana para discutir a questão, em Brasília.

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