Crivella acerta apoio de Garotinho no segundo turno

Acordo foi firmado após reunião de uma hora e meia

iG Minas Gerais |

Olho no olho. Marcelo Crivella e Garotinho selam acordo para apoio no segundo turno das eleições
Genilson Pessanha / Folha da Man
Olho no olho. Marcelo Crivella e Garotinho selam acordo para apoio no segundo turno das eleições

CAMPOS. O senador Marcelo Crivella (PRB) acertou, na manhã desta terça, o apoio do deputado federal Anthony Garotinho (PR), candidato derrotado no primeiro turno das eleições para governador do Rio, a sua campanha para o segundo turno. O acordo foi firmado em uma reunião de cerca de uma hora e meia. Segundo Crivella e Garotinho, eles não falaram de cargos caso Crivella ganhe a eleição, apenas de propostas. “Ele (Crivella) só me fez um pedido: que ajude a livrar o Rio do grupo que fez tanto mal à população. E eu estou atendendo com muito bom gosto”, disse o ex-governador Anthony Garotinho.  

“Não tratamos disso (cargos). Vim aqui para unirmos forças e criar uma frente pelo Rio, uma frente do bem para derrotar o Cabral (ex-governador Sérgio Cabral, padrinho político do candidato Luiz Fernando Pezão, do PMDB). Aliás, Cabral ou Pezão se vocês quiserem falar, porque é tudo a mesma coisa. Esse grupo não pode ficar se alternando no poder do Rio. Já são 30 anos”, afirmou Crivella.

O acordo entre os dois prevê que Garotinho acompanhe Crivella nas ruas nos municípios onde o ex-governador foi bem votado e ficou à frente de Pezão e do próprio Crivella. Isso aconteceu, principalmente, nos municípios do Norte e Noroeste fluminense. A participação de Garotinho nos programas de TV de Crivella ainda será definida pelo candidato do PR.

“É uma outra campanha. Teremos sete debates e um programa de TV com dez minutos para gravar (no primeiro turno o programa de Crivella tinha duração de dois minutos). Quando tivermos tempo de fazer um corpo a corpo com eleitores nas áreas onde o Garotinho foi bem votado, ele nos acompanhará. Assim, esperamos fazer uma complementaridade de votos”, explicou o senador do PRB.

Crivella admitiu dificuldades financeiras para realizar a campanha no segundo turno, mas disse que isso levanta a reflexão para que as campanhas sejam “mais modestas”. “Vai ser a campanha da conversa com o eleitor. Quem se compromete na campanha com empresas, doadores, compromete o governo e define quem manda. Vamos ter que nos organizar”, disse o candidato.

Garotinho disse que recebeu telefonema da presidente Dilma Rousseff e pedidos do vice de Pezão, o senador Francisco Dornelles (PP) para que ficasse neutro no segundo turno. “Isso é inadmissível. Não existe neutro”, afirmou.

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