Evento lança tecnologias de prevenção ao câncer

Cantora Paula Fernandes vai apresentar dois projetos idealizados por associação para atingir o Estado

iG Minas Gerais | Luciene Câmara |


Neste mês, prédios são iluminados de rosa para alertar sobre a doença
Lincon Zarbietti / O Tempo
Neste mês, prédios são iluminados de rosa para alertar sobre a doença

O diagnóstico precoce do câncer de mama é capaz de aumentar em 90% as chances de cura. No entanto, a falta de conscientização sobre o autoexame e a dificuldade de acesso ao atendimento de saúde na rede pública vão na contramão da prevenção. Com a intenção de reverter esse quadro, será feito nesta quarta, às 10h, no hotel Ouro Minas, em Belo Horizonte, o pré-lançamento do movimento Mamamiga pela Vida, com a participação da cantora Paula Fernandes.

Idealizada pela Associação de Prevenção ao Câncer de Mama na Mulher (Asprecam), a iniciativa inclui dois projetos: um de ensino à distância para capacitação de profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS), e outro de conscientização de mulheres sobre o autoexame, com o uso de um instrumento didático que as ajudará a entender como é a glândula mamária.

Sem revelar por completo a surpresa do pré-lançamento, o diretor da Asprecam, Thadeu Provenza, disse que, na prática, a ação é acompanhada do uso de tecnologias inéditas no Brasil para estimular a prevenção. “A nossa embaixadora, Paula Fernandes, vai apresentar as novidades, que vão gerar conhecimento e mobilização social”, declarou Provenza. A ação faz parte da campanha “Outubro Rosa” e tem o apoio do governo de Minas.

Risco. Por ano, mais de mil mulheres em Minas morrem por câncer de mama, de acordo com o Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (Datasus). Em 2012 – último ano divulgado –, foram 1.324 mortes, contra 1.296 no ano anterior. Em 2014, a estimativa do Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca) é de que surjam 5.210 novos casos no Estado.

Na campanha Outubro Rosa de 2013, o governo do Estado ampliou a faixa etária de acesso ao exame preventivo da doença. Mulheres a partir de 40 anos já podem fazer a mamografia na rede pública, porém, o número de testes não cresceu.

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