Dilema que envolve a Massa

Galo tem levado mais torcedores ao estádio depois que fez promoções

iG Minas Gerais | Josias Pereira /Thiago Prata |

Um dilema se interpõe ante o caminho alvinegro. O que priorizar? A valorização do seu programa de sócio-torcedor, o Galo na Veia, ou baixar o valor dos ingressos para atrair o retorno da Massa ao Independência? Nas últimas rodadas do Brasileiro, o preço médio dos bilhetes no Horto caiu para R$ 15, e o sucesso entre os apaixonados torcedores foi imediato. Segundo dados do blog Entrelistras, o público aumentou 93%, e o clube faturou aproximadamente R$ 1,4 milhão nos confrontos diante de Inter, Botafogo, Grêmio, Santos e Vitória.

No entanto, esse aumento de público traz um novo complicador ao Atlético – desmotiva a adesão de novos torcedores ao programa de sócios. O clube, de acordo com dados do site da Ambev – Movimento por Um Futebol Melhor –, é o nono em quantidade de sócios (33.074). Apesar de ter uma ampla vantagem sobre o Bahia, décimo, o Galo foi recentemente ultrapassado pelo São Paulo, agora o oitavo lugar, com 33.270 torcedores cadastrados. Um pouco após o término da Copa do Mundo, o Atlético era a equipe que mais tinha crescido no ranking de sócios, mas o tricolor paulista, motivado pela chegada de jogadores como Kaká e Kardec, ultrapassou o Galo. Curiosamente, o clube paulista praticava uma política de preços parecida com a do Atlético desde a luta contra o rebaixamento na temporada passada. Os preços foram realinhados a partir da chegada de Kaká. “O mercado obriga você a aumentar. Temos um elenco de muita qualidade, mas que não é barato. Entendemos a reclamação do torcedor, mas ele também precisa entender o que estamos fazendo”, afirma Júlio Caseres, vice-presidente de comunicação e marketing do São Paulo. A tendência de mercado citada pelo dirigente tricolor expressa bem a oscilação de valores de acordo com a fase das equipes brasileiras. A decisão de baixar os preços veio justamente após uma derrota para o Flamengo. Em contrapartida, o programa de sócios se apresenta como uma tendência irreversível e paralela à bilheteria. O maior exemplo é o Inter, clube com mais adeptos do programa de fidelidade – 124.332. Em 2015, o Colorado deve arrecadar mais com sócios do que com a TV, sendo um exemplo para todos. “Se confirmarmos a classificação à Libertadores, a conta subirá para R$ 8 milhões mensais, com um acréscimo de 10% no nosso quadro de sócios. A cota de TV gira na casa dos R$ 70 milhões anuais para os cofres do clube”, afirmou Norberto Jacques, vice-presidente de comunicação do Internacional, a O TEMPO.

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