Filosofando com simplicidade

iG Minas Gerais |

Dizia um filósofo do cotidiano, meu amigo, que as coisas simples não são complicadas. Mas o que é simples? O que é complicado? O não querer, o desinteresse são sentimentos simples. O contrário é complicado. Antigamente, se dizia que urna, barriga de mulher e cabeça de juiz guardavam certa semelhança, pois só se sabia o que havia dentro quando se abria. Bons tempos... Hoje, a tecnologia não deixa que se guardem segredos e quase permite a radiografia da alma. Isso significa que a vida moderna piorou? Sei não, talvez tenha diminuído a poesia da vida, que precisa de uma boa dose de segredo, isso é fato. O deputado Jorge Ferraz, outro velho e querido amigo de tempos idos, dizia que a melhor parte das eleições era “filar resultados”. Disputávamos as eleições e só tínhamos certeza dos resultados dez ou 15 dias depois. As peripécias que fazíamos para ganhar votos eram como alimento para nosso corpo. A política era nossa vida. Mas, agora, com as urnas eletrônicas, não podemos mais “filar resultados”. Recebemos a notícia de supetão, e essa falta de romantismo na política é certamente o resultado da profissionalização da atividade. A atividade política hoje é muito mais meio de vida que idealismo. Com exceções, é claro. E a rapidez das apurações de que tanto nos vangloriamos atualmente tira a sensação que antes provocava, tanto nos eleitores como nos candidatos. Penso mesmo que, antes de materializar as eleições (no sentido de virar matéria), aguça-nos a preocupação com fraudes... A pergunta é: por que nenhum país compra nosso tão decantado programa, que já foi oferecido a vários deles do Primeiro Mundo, sem sucesso? Ando cabreiro com esse negócio... Einstein disse que “tudo deveria se tornar o mais simples possível, mas não simplificado”. Indago: nosso processo de apuração eleitoral é simples, sem ser simplificado? Será que não estaríamos reinventando a roda? Hoje, felizmente, a política não mexe mais comigo. Vivemos a geração dos que, num contorcionismo cínico, dizem que pegaram em armas para lutar contra a ditadura. Na verdade, lutavam para implantar outra ditadura, esta comunista. Assaltaram bancos, mataram gente, sequestraram embaixadores, torturaram outros, e pintaram e bordaram com esse objetivo, e hoje revelam que queriam ser tratados a pão de ló... Pois sim. Pimentel se elegeu governador. Não vou desejar-lhe felicidades no cargo. Quero mais é que ele e a terrorista Dilma se danem... Nada pessoal, é claro, mas não sou comuna. Como sempre, votei nos menos piores, exceção feita a Anastasia. Resta agora a esperança de que Deus seja mesmo brasileiro e permita que Aécio ganhe a eleição, ou vamos ter uma invasão em nosso Estado de chupa-cabras petistas de todas as plagas. Marina perdeu por “coitadismo”. Aquela triste história de um só ovo para alimentar a família mostrou sua realidade, mas não lhe deu votos. Antes, tirou, pois cobra não come cobra...

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave