Justiça nega habeas corpus a casal envolvido em crimes de aborto

Suspeitos são acusados de terem alugado casa onde teria ocorrido procedimento de Jandira Magdalena dos Santos Cruz, de 27 anos

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

A Justiça do Rio negou o pedido de habeas corpus feito pela defesa de Mônica Gomes Teixeira e Marcelo Eduardo de Medeiros, presos sob suspeita de participar de aborto, homicídio qualificado, quadrilha e ocultação de cadáver. As informações são da Agência Brasil.

O casal é acusado de ter alugado a casa onde teria ocorrido o aborto de Jandira Magdalena dos Santos Cruz, de 27 anos. Ela foi encontrada morta em Pedra de Guaratiba, zona oeste da capital fluminense, um mês após ter saído de casa com a intenção de interromper a gravidez.

Esta é a segunda vez que o tribunal nega habeas corpus aos acusados. A nova decisão tem por base a investigação da polícia, que aponta Marcelo como o responsável por alugar o imóvel para realização dos abortos. Companheira de Marcelo, Mônica participava da quadrilha como recepcionista da clínica clandestina.

Na decisão, o desembargador Luiz Zveiter, da 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio, disse que, "ao contrário do que alega a defesa, o inquérito policial não se limita à elucidação do crime de aborto, mas, principalmente, ao de homicídio qualificado, delito considerado hediondo, e associação criminosa.

"Além disso, resta clara a imprescindibilidade da segregação cautelar para resguardar as investigações, eis que deve ser preservada a integridade das testemunhas e colheita de provas", afirmou.

O CASO

Jandira foi dada como desaparecida no final de agosto após ter ido fazer um aborto em uma clínica clandestina na zona oeste do Rio. O corpo dela foi encontrado carbonizado em um carro, no bairro de Pedra de Guaratiba, zona oeste. Jandira estaria grávida de três meses.

Segundo depoimento do ex-marido de Jandira à polícia, Leandro Brito Reis, ela gostaria de abortar por medo de perder o emprego. Reis a acompanhou até uma rodoviária em Campo Grande, na zona oeste do Rio, local de ponto de encontro para que fosse encaminhada até a clínica.

Segundo Reis, Jandira entrou em um Gol branco, de quatro portas, que era conduzido por uma mulher de cabelos loiros. Após chegar à clínica de aborto, enviou uma mensagem de texto em que dizia "estou em pânico, mandaram desligar o celular. Ore por mim".

O ex-marido esperou Jandira retornar à rodoviária, conforme o combinado, mas ela não apareceu.

Além de Mônica e Marcelo, também estão presos Rosemere Aparecida Ferreira e seu ex-marido, o policial civil Edilson dos Santos. O falso médico Carlos Augusto Graça de Oliveira também se apresento

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