ONU está preocupada com segurança de civis na Síria

O enviado da Organização para Síria pediu uma resposta internacional urgente para a situação, afirmando que a comunidade global não pode permitir que outra cidade seja tomada pelo grupo extremista

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

A pedido do Japão, Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas fez reunião de emergência para discutir possíveis medidas contra desenvolvimento de armas atômicas por governo de Kim Jong Il
KHAN TARIQ MIKKEL/ASSOCIATED PRESS - 24.5.2009
A pedido do Japão, Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas fez reunião de emergência para discutir possíveis medidas contra desenvolvimento de armas atômicas por governo de Kim Jong Il

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, e o escritório de direitos humanos da ONU demonstraram sua preocupações com a segurança de civis na cidade de Kobane, no norte da Síria, em meio à ofensiva do grupo extremista Estado Islâmico.

Em uma declaração nesta terça-feira (7), Ban afirmou que o grupo terrorista segue com sua "campanha bárbara" cometendo violações extensivas de direitos humanos em áreas sob seu controle na Síria e no Iraque. Ele pediu que todos aqueles com condições de ajudar, iniciem imediatamente ações para proteger a população civil em Kobane.

De acordo com o escritório de direitos humanos da ONU (OHCHR, na sigla em inglês), ataques realizados pelo Estado Islâmico em diversas partes da cidade levaram 10.000 civis a cruzaram a fronteira com a Turquia no domingo e na segunda-feira.

O porta-voz do ONCHR, Rupert Colville, afirmou que mesmo com as pessoas deixando a cidade síria, "continuamos muito preocupados com a segurança de qualquer civil que permaneça em Kobane ou nos arredores, assim como nos vilarejos próximos". Ele acredita que ainda há centenas de civis na região.

O enviado da ONU para Síria pediu uma resposta internacional urgente para a situação, afirmando que a comunidade global não pode permitir que outra cidade seja tomada pelo grupo extremista. "O mundo, todos nós, vamos nos arrepender profundamente se o Estado Islâmico for capaz de tomar a cidade que se defendeu corajosamente, mas está próxima de não se mais capaz de fazer isso. Precisamos agir agora", declarou.

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave