Dilma pode ter vantagem de 3,5 mi de votos na Bahia, diz governador

No Estado, petista obteve 61,44% dos votos válidos e conseguiu uma confortável margem de cerca de 3 milhões de votos sobre Marina e Aécio

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

De olho nos eleitores da presidenciável derrotada Marina Silva (PSB), o governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), afirmou nesta terça-feira (7), que a presidente Dilma Rousseff tem como abrir uma margem de pelo menos 3,5 milhões de votos no Estado sobre o tucano Aécio Neves no segundo turno.

Na Bahia, Dilma obteve 61,44% dos votos válidos e conseguiu uma confortável margem de cerca de 3 milhões de votos sobre Marina e Aécio, que entre os baianos amealharam cerca de 1,2 milhão de votos cada um.

"Os que votaram na Marina com a ideia de mudança não olham para o Aécio e enxergam isso", disse Wagner, ao chegar no encontro que Dilma promove nesta tarde com ministros e aliados políticos eleitos, numa demonstração de força para o segundo turno. "O Aécio é alternância e não mudança".

Questionado se já dava como certo o apoio de Marina ao tucano no segundo turno, Wagner disse que isso só ficará claro "depois que ela falar". "Óbvio que (o apoio é importante), mas ninguém é tutor dos votos".

Para o governador, que conseguiu eleger no domingo Rui Costa (PT) seu sucessor no Estado, os ataques desferidos contra Marina no primeiro turno não implodiram pontes para uma aproximação. Ele argumentou que críticas também foram feitas pelo PSDB e que foi Aécio quem derrotou Marina no primeiro turno. "Imagino que quem teve a importância que ela (Marina) teve não vai nesta hora raciocinar só com ressentimento, mas com história e compromisso."

Ele lembrou que o PSB na Bahia, por exemplo, fez parte do seu governo por sete anos e que a tendência é que o diretório estadual da legenda apoie a reeleição de Dilma. "Não me consta que a identidade do PSB seja com o PSDB", afirmou.

Pernambuco

Sobre a situação em Pernambuco, único Estado no Nordeste em que Dilma foi batida no primeiro turno, o governador da Bahia avaliou que o voto foi muito influenciado pela comoção causada pela morte de Eduardo Campos (PSB) - que comandou o Estado e que disputava a Presidência. Para o petista, também há espaço para Dilma alcançar um resultado expressivo em Pernambuco: "Não sei o apreço dos pernambucanos pelo PSDB".

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