Após ser chamado de macaco, Ronaldinho Gaúcho diz 'basta' ao racismo

Logo na chegada dele ao clube mexicano, o jogador foi vítima de injúrias raciais por um político da região

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Jogador também comentou o desempenho dele no time e a nova vida no México
REPRODUÇÃO FACEBOOK/MARTIN VENEGAS
Jogador também comentou o desempenho dele no time e a nova vida no México

Se Ronaldinho Gaúcho, em um primeiro momento, ignorou e até riu das ofensas raciais do político Carlos Treviño, a reação dele foi bem diferente na entrevista que concedeu no México, nesta terça-feira. O craque brasileiro fez questão de destacar o descontentamento com o preconceito no futebol. 

 

Revoltado com o congestionamento por causa da festa de apresentação do meia, o político usou as redes sociais para chamar o atleta de 'macaco'. Grande estrela do futebol mexicano e astro  do Querétaro, o jogador comentou os últimos episódios de racismo ocorridos no mundo do esporte. 

"Basta. Estamos todos cansados disso. É um assunto que fere, que vai além da cor da pele ou da nacionalidade. Espero que em breve tudo isso acabe", disse o brasileiro. 

Durante a entrevista, o R49 também falou sobre a nova vida no país norte-americano. Ele admitiu que ainda precisa voltar ao melhor condicionamento fisíco para poder render mais no time. Atualmente, o Querétaro é o oitavo colocado com 15 pontos em 12 partidas. 

"Estou feliz por estar aqui. O objetivo é ficar entre os oito primeiros.  Espero que em pouco tempo eu possa estar nas melhores condições para dar alegria aos torcedores. Pouco a pouco, vou me adaptando. Em pouco tempo darei alegrias ao clube. Estamos jogando bem, mas está nos faltando sorte com o resultados", comentou Ronaldinho. 

Até agora, o ex-jogador do Atlético disputou cinco partidas na nova equipe, sendo quatro pela divisão principal mexicana e um pela Copa do México. Com um gol marcado, ele acumula uma vitória, um empate e três derrotas.    Ele também justificou a escolha pelo país.    "Eu fiz a minha história. Todos viram o que eu fiz, e espero que siga dessa maneira. Eu vim para cá porque o México tem um futebol que me encanta. O mexicano ama o futebol como o brasileiro. O que eu quero é ver o estádio cheio. Eu vim para fazer o meu trabalho. Eu me divirto com ele. O Querétaro e todos aqui me receberam muito bem. Estou muito contente aqui. Vim com o objetivo de fazer história e levar o nome do Querétaro o mais alto possível", concluiu. 

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