Governador afirma que onda de violência no Estado está 'arrefecendo'

Cardozo explicou que, na atual situação, "não há a necessidade de mexer em absolutamente nada na estratégia que está sendo desenvolvida"

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

O governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo (PSD-SC), afirmou nesta terça-feira (7) que a onda de violência que atinge o Estado está "arrefecendo", de acordo com informações recebidas por ele do "serviço de inteligência".

"Estamos muito seguros de que vamos ter excelentes resultados [no combate aos ataques]. A tendência é esse processo se normalizar", afirmou Colombo, após reunião realizada nesta terça com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. Todavia, o governador afirmou que ainda não é possível "baixar a guarda".

Cardozo explicou que, na atual situação, "não há a necessidade de mexer em absolutamente nada na estratégia que está sendo desenvolvida". "Se for necessário mais homens, mais efetivos, o governo federal [será] absolutamente solidário", disse.

Segundo o ministro da Justiça, "a única forma de lidar com os ataques é [manter] o enfrentamento das organizações criminosas". Desde o dia 26 de setembro uma onda de violência atinge várias cidades de Santa Catarina. Na manhã de domingo (5), primeiro turno das eleições, a Polícia Militar registrou sete atentados no Estado, que elevaram para 99 o número de ocorrências em 30 cidades.

Os atentados atingiram prédios da polícia e casas de policiais, além de ônibus do transporte coletivo. Desde o início dos ataques, dois suspeitos já morreram em confrontos com a polícia, segundo relatório da PM, e, em Criciúma - no sul do Estado-, um agente prisional aposentado também foi assassinado.

Trinta e três homens da Força Nacional de Segurança já estão no Estado. Eles são encarregados de ajudar a polícia local em barreiras dentro das cidades e nas divisas com Paraná e Rio Grande do Sul. Na tentativa de conter a onda de violência, o governo do Estado e o Ministério da Justiça transferiram 20 suspeitos de comandar os atentados no sábado (4) de cadeias catarinenses para a penitenciária federal de Porto Velho (RO).

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