Em pouco mais de uma semana, 17 capivaras são capturadas na Pampulha

Onze roedores foram capturados na noite dessa segunda-feira; outro grupo de seis animais já passou por exames

iG Minas Gerais | Bruna Carmona |

Situação. Cerca de 250 capivaras habitam a orla da lagoa da Pampulha, segundo estimativa da prefeitura
Uarlen Valério - 26.2.2014
Situação. Cerca de 250 capivaras habitam a orla da lagoa da Pampulha, segundo estimativa da prefeitura

O número de capivaras capturadas na orla da Lagoa da Pampulha aumentou para 17, segundo informações da Equalis Ambiental, empresa contratada pela Prefeitura de Belo Horizonte para realizar o trabalho de manejo dos animais que habitam a região.

Segundo a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, 11 novas capturas foram feitas na noite dessa segunda-feira (6), sendo dez no Parque Ecológico e uma no Museu de Arte da Pampulha. Os trabalhos de recolhimento dos animais começaram no dia 29 de setembro.

Os roedores capturados serão submetidos a exames para apurar a existência de doenças, já que a capivara é um dos hospedeiros do carrapato-estrela, que transmite a febre maculosa aos homens. Segundo a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, são recolhidos carrapatos e amostras de sangue dos animais, que recebem também um microchip para a identificação.

Exames

No dia 30 de setembro, veterinários e biólogos capturaram um grupo composto por dois adultos e quatro filhotes, próximo ao museu de arte da Pampulha. De acordo com a Secretaria de Meio Ambiente, os exames dessas capivaras já foram repassados para a Secretaria Municipal de Saúde (SMSA), encarregada de enviá-los à Fundação Ezequiel Dias (Funed), para análise.

Até que a prefeitura defina o local para onde serão levados, os roedores ficam alojados em uma área isolada do público, no Parque Ecológico da Pampulha.

Captura

Para capturar os roedores, estão sendo usadas armadilhas conhecidas como bretes – uma espécie de gaiola – que foram instaladas em pontos estratégicos da orla. Depois que entram no cercado, as capivaras são acertadas com dardos de tranquilizantes e levadas para a quarentena.

O principal motivo da retirada dos animais é a exclusão de qualquer possibilidade de transmissão da febre maculosa. A discussão sobre o assunto ganhou força em fevereiro, quando um jovem morreu da doença. A suspeita é de que ele tenha contraído a febre maculosa após um passeio de bicicleta na orla da lagoa da Pampulha.

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